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Como a Internet das Coisas pode transformar a zona rural

Sensores integrados podem impulsionar zona rural a um nível inédito no mercado que já segue em constante aquecimento ao longo dos últimos anos

Por Luis Rocha*

16/09/2019 às 10h30

Foto: Shutterstock

A indústria de agronegócios está investindo cada vez mais em novas tecnologias para automatizar máquinas pesadas e rurais. Segundo o IBGE, em 2018 a Agropecuária registrou um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, graças ao desempenho positivo da Pecuária e da Produção Florestal – que se deve, principalmente, ao avanço nos investimentos em tecnologias para otimizar os processos. Apesar dos bons resultados, a infraestrutura brasileira ainda é um gargalo para manter a competitividade nos mercados internacionais.

A Internet das Coisas (IoT) é um dos principais temas levantados em discussões tecnológicas para o avanço da indústria. A partir da múltipla combinação de conexão de dispositivos, é possível otimizar processos, plantas e estratégias, e obter resultados superiores em toda a linha de produção.

Neste cenário, como parte de um plano estratégico mais robusto, as empresas estão investindo em IoT e no uso de sensores – que utilizam o rádio digital como via de transmissão de voz e de dados – para aumentar a segurança e, ao mesmo tempo, impulsionar a produtividade e o lucro. Com as novas tecnologias, ingressamos em uma realidade totalmente inovadora para a indústria.

Para a produção, os serviços integrados com tecnologias IoT são capazes de promover automatização completa das operações diárias e obter registro para análise de Big Data. E, ainda, otimizar o tempo e logística no maquinário por meio de softwares de gestão, para reduzir gastos com combustível, perdas no processo de produção e impacto ambiental. Esse tipo de tecnologia também permite, por exemplo, que o maquinário pesado, como tratores, caminhões e colheitadeiras, sejam monitorados à distância e em tempo real por centros de controle.

Isso significa que, na prática, esses serviços podem indicar a localização de uma máquina agrícola, sinalizar se a operação está em capacidade máxima e, por meio de sensores, detectar falta de irrigação, possíveis incêndios e outros fatores que possam causar grandes prejuízos. Além disso, é possível obter uma visão ampliada de todo o campo, por meio de uma via de comunicação que alcança sem falhas ou interrupções onde não há sinal algum de celular e internet, e onde o uso do satélite é de altíssimo custo e muitas vezes deficitário.

O sinal constante do rádio digital transmite informação à central de forma instantânea por meio de alarmes. Ou seja, em caso de acidentes, os dispositivos detectam de forma automatizada qualquer situação considerada de risco, incluindo permanência em áreas proibidas e até mesmo perda de consciência, garantindo o socorro imediato mesmo que a vítima esteja impossibilitada de acionar o botão de pânico.

Esses são apenas alguns exemplos de como a Internet das Coisas pode impulsionar a zona rural a um nível inédito nesse mercado que já segue em constante aquecimento ao longo dos últimos anos.

Como sempre, quando se fala em tecnologia, todo sucesso depende, em grande parte, da sua utilização pelo usuário. Fato é que, a combinação de adoção das novas tecnologias com as boas práticas inseridas no processo educacional dos trabalhadores, é a fórmula ideal para inserir a indústria agrícola brasileira em um patamar de altíssima capacidade para aumentar ainda mais sua competitividade.

*Luis Rocha é Channel Sales da Motorola Solutions no Brasil