Home  > 

Uber diz que não vai classificar motoristas como funcionários

Da Redação

12/09/2019 às 14h08

Foto: Shutterstock

O Uber afirmou nesta semana, em resposta à um novo projeto de lei que segue na Califórnia (EUA),  que não classificará os motoristas da plataforma como funcionários. O anúncio foi feito por Tony West, diretor jurídico da empresa.

Segundo West, o Projeto de Lei 5 (AB5) não exige a classificação automática e não diz nada especificamente sobre motoristas de aplicativos. Além disso, o especialista afirmou que os condutores operam fora do principal negócio do Uber, o que gerou, obviamente, polêmica. Segundo West, a função da companhia é fornecer plataformas para diferentes mercados digitais, e as corridas não se configuram como o centro de suas atividades. O diretor jurídico disse ainda que continuará tentando provar que a nova lei não se enquadra na estrutura da companhia.

Recentemente, a Uber propôs estabelecer um salário mínimo de 21 dólares por hora para os motoristas, bem como folga remunerada e indenização para condutores feridos durante o trabalho. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelos legisladores antes da aprovação da lei.

Agora, a empresa planeja desembolsar US$ 60 milhões, juntamente com a Lyft, para realizar um referendo popular. A ideia é pedir apoio aos eleitores para a criação de uma nova classificação que considere os motoristas como trabalhadores independentes, mas com a garantia de benefícios.

 

Deixe uma resposta