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76% dos C-levels estão otimistas com projetos de transformação digital

É o que aponta pesquisa divulgada pela Wipro Digital com 200 C-levels do Brasil, sobre programas de transformação digital e as barreiras ao sucesso

Da Redação

05/09/2019 às 18h39

Foto: Shutterstock

A pesquisa divulgada recentemente pela Wipro Digital apresenta um cenário bem otimista sobre a percepção dos C-levels brasileiros sobre a transformação digital. De acordo com o estudo, 76% dos 200 respondentes acreditam que sua companhia está executando com sucesso a estratégia desenvolvida para esse setor, o que aponta uma evolução em comparação a anos anteriores, quando os projetos de digital ainda eram encarados com ressalvas pelas lideranças.

Realizado pela Coleman Parkes Research, o levantamento contou no total com a participação de 1.400 executivos C-Level de todo o mundo e apresenta uma mudança significativa de pensamento. Na versão de 2017, nos EUA, dados mostravam que um em cada três executivos pensava que não valia a pena investir nestes projetos. Além disso, há dois anos, somente metade das empresas entrevistadas tinha sucesso na execução de suas estratégias, apesar dos esforços e investimentos demonstrados.

Os dados nacionais também acompanham essa tendência: 92% dos entrevistados consideram que suas empresas estão alinhadas ao significado de “transformação digital”. Isso corresponde a um aumento em relação a 2017, quando 1 em cada 4 executivos observava que um grande obstáculo ao sucesso era a ausência de uma compreensão compartilhada sobre a definição de “transformação digital”. Para os executivos corporativos, a pergunta não é mais “se”, “por que” ou “quando” realizar um programa de transformação digital, mas “como” executá-lo com sucesso.

O que impede o progresso

No tocante às dificuldades de implementar iniciativas para executar projetos bem-sucedidos de transformação digital, os demais fatores foram elencados:

  • 63% mencionaram custos imprevistos e a localização de recursos adicionais na organização entre suas cinco maiores preocupações;
  • 58% selecionaram o fato de não conseguirem treinar as equipes existentes para mudar a tecnologia ou usar tecnologias, métodos ou processos novos
  • 53% indicaram a necessidade de um melhor alinhamento às partes interessadas do negócio.

O relatório indicou que, quanto mais tempo uma empresa estiver envolvida em uma jornada de transformação, menor a probabilidade de ela vivenciar problemas relacionados ao pessoal como uma barreira ao sucesso, ao passo que a tecnologia pode se tornar uma barreira maior.  E 24% dos executivos com jornadas menores a dois anos mencionam a tecnologia como a maior barreira, em comparação a 32% dos executivos cuja jornada dura dois anos ou mais.

Devagar e sempre

A pesquisa da Wipro no Brasil também listou outras descobertas que apresentam uma perspectiva mais detalhada sobre o estado da transformação:

  • Nunca é tarde para começar: 84% dos entrevistados brasileiros acreditam que as empresas que começaram suas jornadas de transformação digital mais tarde que as demais ainda têm uma chance de vencer a concorrência em longo prazo.
  • O ROI leva cerca de um ano: 29% observaram um retorno comercial mensurável da transformação digital em menos de seis meses; 38% o observaram de seis a doze meses; e 31%, de um a três anos. Apenas 2% disseram que o retorno demorou mais que isso.
  • O crescimento é o grande motivador: quando indagados sobre quais os principais acionadores da transformação digital, a maioria dos entrevistados tinha metas relacionadas à geração de crescimento: acesso a novos mercados, aumento das receitas, melhoria da agilidade e da velocidade de lançamento no mercado, bem como redução dos custos.
  • Uma inovação modesta ou moderada é predominante: quase 75% dos executivos descrevem a inovação de sua transformação digital como apenas modesta ou moderada. Apenas um em cada cinco executivos diz que pretende ser essencialmente diferente e inovador em seu programa.