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Uber cede e propõe pagamento de salário mínimo aos motoristas

Da Redação

29/08/2019 às 18h24

Foto: Shutterstock

A Uber anunciou uma proposta de pagamento de um salário mínimo de US$ 21 por hora para os motoristas nos Estados Unidos. A iniciativa foi apresentada após uma onda de protestos por parte dos condutores em San Francisco (CA). As informações são do TechCrunch.

Os motoristas afirmaram a exigência de salários dignos por conta da Lei da Assembléia 5 (AB5), que classificaria os condutores como funcionários em vez de contratados independentes. Diante da repercussão, a Uber reagiu e criou um site chamado “Independent Driver” para exibir histórias de motoristas que desejam permanecer sem vínculo empregatício.

A Lyft, principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, também se manifestou, pedindo que os motoristas pressionem as autoridades a desistir da lei. Segundo a companhia, a AB5 poderia fazer com que milhares de motoristas fossem cortados ou demitidos, tornando o transporte mais caro aos clientes.

Em vez da legislação, a Lyft afirmou estar disposta a fazer um acordo com os motoristas, prometendo também benefícios. "Concordamos com a meta do projeto de proteger os trabalhadores, mas não concordamos que essa proteção aconteça à custa da flexibilidade de que nossa comunidade depende para suplementar sua renda, sustentar suas famílias e estabelecer suas próprias metas", escreveu a Lyft. “Depois de conversar com milhares de motoristas da Califórnia e ouvir especialistas em leis trabalhistas, estamos propondo uma revisão que protege os ganhos dos motoristas e a flexibilidade de trabalhar quando e como quiser. Nossa proposta inclui proteções adicionais ao local de trabalho para motoristas e um piso mínimo de ganhos", complementou a companhia.

Apesar das propostas ofertadas pela Uber e pela Lyft, os motoristas ainda não estão satisfeitos. "US$ 21 por hora é um insulto aos motoristas", disse Edan Alva, motorista da Lyft. "Não há como sobreviver, não posso pagar um seguro de saúde para mim e meu filho."

 

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