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Depois do Walmart, Amazon acusa divisão solar da Tesla de negligência

Gigante do varejo afirmou que painéis solares da companhia sofreram com incêndio em 2018

Da Redação

28/08/2019 às 10h53

Foto: Shutterstock

Depois do Walmart abrir um processo contra a Tesla Energy Operations, divisão de energia solar da fabricante de veículos elétricos, por incêndios causados pelos seus painéis de energia solar em sete telhados de suas lojas, agora é a vez da Amazon afirmar ter sofrido com um incidente semelhante.

De acordo com a Bloomberg, na última sexta-feira (23), a Amazon revelou que, em junho de 2018, também sofreu com um incêndio no telhado de um de seus depósitos em Redlands, na Califórnia. O fogo teria sido causado pelos painéis de energia solar instalados pela Tesla. Em e-mail à Bloomberg, a companhia de Jeff Bezos informou que desde então tomou devidas medidas para proteger suas instalações e que não planeja mais instalar os sistemas da Tesla em suas lojas.

No processo do Walmart contra a Tesla Energy Operations, a rede de supermercados acusa a empresa de Elon Musk de negligência e quebra de contrato por não ter garantido a manutenção e segurança necessárias para prevenir os incêndios.

Agora, o peso contra a divisão de energia solar da Tesla fica um pouco maior, com duas gigantes que a acusam de negligência. Na quinta-feira da última semana, o Walmart e Tesla divulgaram comunicado conjunto dizendo que estavam em negociações para resolver esses problemas. "Ambas as empresas querem que todo sistema opere de maneira confiável, eficiente e segura", afirmaram as empresas no comunicado.

Na denúncia apresentada na terça-feira (20), o Walmart informou que havia contratado os serviços da Tesla em mais de 240 lojas da rede de supermercados. Dois dos incêndios do Walmart ocorreram em maio de 2018.

Ainda na semana passada, o Business Insider informou que a Tesla está se esforçando para substituir uma peça defeituosa usada em alguns de seus painéis solares que teriam sido fabricadas pela Amphenol. Em resposta, a Tesla afirma que alguns conectores fabricados pela Amphenol Corp. “experimentaram falhas e desconexões a uma taxa maior que nossos padrões permitem”. Já a Amphenol negou que os incêndios tenham sido causados por suas peças.

 

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