Home  >  Negócios

5 perguntas ao CEO: Eduardo Nistal, da Toccato

Executivo planeja aumentar participação do mercado PMEs na utilização das ferramentas de Business Intelligence

Da Redação

27/08/2019 às 10h30

Foto: Divulgação

Legenda:

Alta precificação e difícil acesso são dois dos maiores desafios enfrentados pelo mercado de Pequenas e Médias Empresas (PMEs) ao tentar adquirir uma ferramenta de Business Intelligence. Recentemente, a Toccato, empresa que fornece Soluções em BI, anunciou a chegada de Eduardo Nistal à posição de CEO da empresa. O executivo possui mais de 20 anos de experiência no mercado de tecnologia, incluindo passagens por empresas como a Totvs. Nistal também é presidente da Assespro-SP (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação de São Paulo).

Como meta para 2019, o executivo planeja aumentar a participação do mercado PME na utilização das ferramentas de BI, desmistificando sua precificação, mostrando que empresas de pequeno e médio porte também devem adotar novas formas de obtenção de insights. Confira abaixo a entrevista de Nistal para nossa seção 5 perguntas ao CEO.

Qual a importância da democratização da informação com base no uso dos dados?

Eduardo Nistal: Independentemente do tamanho da empresa e da posição do profissional, todos os colaboradores devem ter acesso às principais informações, geradas com base em dados. Dessa forma, a gestão empresarial torna-se mais concisa e concreta, tendo em vista que os dados possibilitam insights assertivos.

Em relação à alfabetização de dados, por que empresas devem se atentar à essa questão?

EN: Particularmente, não admiro esse termo utilizado no mercado “Alfabetização de Dados”, prefiro dizer “Cultura de Dados”. Muito se fala em ter acesso aos dados corporativos, para mensurar resultados e ter um apoio maior nas tomadas de decisão. Entretanto, apenas isso não basta. Quando falamos de cultura de dados, falamos sobre a importância de saber o que cada dado significa e conhecê-los de forma que resultados assertivos sejam conquistados pela corporação. É necessário aprender a ler e interpretar cada informação. Devemos nos atentar à cada insight obtido através da análise de dados. Não são apenas números relacionados às empresas, e sim informações relevantes que podem transformar a forma que gerenciamos.

Pequenas e médias empresas também podem se beneficiar e devem priorizar o Business Intelligence? Como levar essa tecnologia às empresas destes portes?

EN: O segmento PME deve ter acesso ao BI. Criou-se uma barreira mercadológica em torno das plataformas de Business Intelligence que excluem empresas de menor porte, mas devemos nos empenhar para quebrar os mitos em torno deste mercado. As pequenas e médias empresas precisam dos dados da mesma forma que as grandes corporações. Os dados são essenciais para nortear as ações dos empresários e apoiá-los a tomar decisões que impactem positivamente suas empresas, uma vez que o dado consegue mostrar o melhor caminho a se seguir.

Para atingir este público, devemos sair do modelo tradicional de negócios e ofertar novas possibilidades, como, por exemplo, o modelo SaaS. Já existem empresas que mudaram as formas de fornecer licenças de uso, ponto essencial para que uma plataforma de BI seja implementada. Devemos mostrar ao empresário de pequena e média empresa que ele também consegue ter acesso ao BI, e que a empresa dele também pode tomar decisões com base nos dados. Essa tecnologia não é de uso exclusivo das grandes empresas, e precisamos incentivar o segmento PME a aprimorar a gestão com base nos dados.

Quais os maiores desafios para levar o BI ao mercado PME?

EN: Vejo que, até o momento, as pequenas e médias empresas não adquirem plataformas de BI de qualidade por conta da precificação. Hoje, este cenário mudou e um pequeno empresário já consegue implementar uma plataforma de qualidade para apoiar na gestão da empresa. Como disse anteriormente, houve uma mudança significativa na forma de ofertar as ferramentas através do modelo SaaS, principalmente em relação à forma que as licenças são adquiridas.

Qual a importância de atingir este novo segmento?

EN: Acredito no aquecimento da economia para o segundo semestre, que será estendido para 2020 após as principais reformas se concluírem (previdência e tributária). Neste cenário, as PMEs serão as maiores consumidoras de tecnologia, serviços e profissionais com cultura de dados para alavancarem suas operações nas empresas.