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Como a presença de mulheres em posições de liderança impulsiona o mercado

No Brasil, segundo pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), lucro das empresas comandadas por mulheres é 15% superior

Da Redação

23/08/2019 às 18h00

Foto: Shutterstock

Diversos estudos apresentados por consultorias de negócios e organizações apontam que incluir mulheres (e outros profissionais que representam minorias) em posições de liderança contribuiu para o crescimento da organização.

Uma publicação divulgada pela McKinsey mostrou que companhias com mulheres no comando têm 50% mais probabilidade de aumentar os lucros, após analisar os resultados de 700 empresas de capital aberto no Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e Argentina.

Já a pesquisa “Mulheres na gestão empresarial: argumentos para uma mudança”, publicada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) (disponível nesse link, em inglês), constatou que, em mais de 75% das 13 mil empresas que fizeram parte da análise, a diversidade de gênero contribui para melhorar o rendimento dos negócios.

No Brasil, segundo a OIT, de 451 empresas entrevistadas, mais de 71% afirmam que as iniciativas de diversidade e igualdade de gênero aumentaram seus resultados financeiros. 29% destas empresas dizem que o lucro cresceu entre 10% e 15% e 26% apontam ganho de 5% a 10% maior.

Apesar do número reduzido, o mercado já conta com exemplos de profissionais que criaram um negócio próprio ou  chegaram para administrar uma operação que já estava rodando.

Mulheres no comando

Em 2015, a russa Daria Rebenok criou, no Vale do Silício, EUA, a Grabr - startup de compartilhamento de bagagens. No Brasil desde 2017, a plataforma é comandada no país pela embaixadora Michele Chain, marketing manager da empresa. A empresa funciona como um marketplace para conectar compradores a viajantes internacionais ao redor do mundo.

De um lado, os viajantes monetizam suas viagens ao trazer produtos dentro do espaço livre de suas bagagens e do outro, os compradores acessam produtos do exterior mesmo sem viajar.  Presente em 120 países, a Grabr hoje possui cerca de 1 milhão de usuários entre compradores e viajantes, sendo que 400 mil estão no Brasil.

A frente do AppGuardian - aplicativo de controle parental que conecta pais e filhos, está a CEO e fundadora, Luiza Mendonça. Sua startup foi lançada em 2018 e é o primeiro aplicativo de conexão parental 100% nacional e com suporte em português, totalmente personalizado de acordo com a realidade de cada família e das faixas etárias dos filhos.

Nem só de founders vivem as executivas

Também há espaço para exemplos nos quais uma executiva chega para assumir uma operação. O buscador de voos TurismoCity foi desenvolvido por quatro homens, que apostaram na diversidade de gênero para a liderança da empresa no Brasil.

Com experiência no Turismo e em metabuscadores, a executiva Paula Rebouças assumiu o cargo de Country Manager, com o objetivo de fortalecer a marca no Brasil, ampliar a rede de parcerias com empresas nacionais, gerando opções mais qualificadas aos usuários.