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EUA dão mais 90 dias para Huawei fazer negócios com empresas americanas

Medida visa garantir que clientes e fornecedores tenham tempo para se adaptar ao banimento da empresa

Da Redação

19/08/2019 às 13h47

Foto: Shutterstock

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos dos Estados Unidos deve conceder mais 90 dias para que a Huawei possa negociar com fornecedores americanos, segundo a Reuters. O objetivo, de acordo com a pessoa ouvida, é não deixar clientes e empresas desatendidos e dar tempo para que eles procurem soluções alternativas.

Em maio, o governo norte-americano colocou a fabricante numa espécie de “lista negra” do comércio. Até o final do ano, a empresa não pode ter nenhuma representação dentro do país e tampouco  negócios locais devem manter relações comerciais com a marca.

O motivo, segundo comunicado feito na época, é o de que a Huawei atuaria como uma espiã do governo de Xi Jinping, entregando ao seu país-natal informações estratégicas coletadas por meios ilegais de clientes americanos. A companhia chinesa sempre negou essas e outras acusações feitas pela equipe de Donald Trump. Desde então, os EUA vêm criando autorizações temporárias para que a companhia continue operando no país.

A última, expirada hoje, deve ser alongada por mais três meses. Essa extensão de prazo não é benéfica apenas para a Huawei: de acordo com o secretário do Comércio Wilbur Ross, mais de 50 fornecedores americanos contataram o órgão desejando luz verde para manter os negócios até então feitos com a fabricante. Em 2018, a empresa comprou mais de US$ 70 bilhões em componentes de empresas como Qualcomm e Intel.

O bloqueio de comércio entre EUA e China está gerando muita tensão entre ambos os países e os presidentes Trump e Jinping vêm conversando nos últimos meses para entender a possibilidade de se alcançar um meio termo. Mas, até o momento, o banimento total da fabricante permanece inalterado.