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Amazon investiga trabalho ilegal em fábrica da China

Segundo reportagem do The Guardian, estudantes eram forçados a trabalhar em turnos noturnos e fazer horas extras para cumprir com metas de produção

Da Redação

12/08/2019 às 16h10

Foto: Shutterstock

Uma reportagem do The Guardian relata que centenas de adolescentes estariam trabalhando para uma fábrica da Foxconn, que produz peças para a Amazon, em Hengyang, China. Segundo a reportagem, que entrevistou funcionários da Foxconn e teve acesso a documentos vazados da fabricante, 1.581 estagiários de 16 a 18 anos foram contratados para trabalhar durante suas férias escolares em julho deste ano em turnos acima daqueles permitido pela lei chinesa. Os jovens fabricavam peças para o Echo, Echo Dot e Kindle, diz a investigação do China Labor Watch, organização em defesa dos direitos trabalhistas na China.

Ainda segundo a reportagem, professores dos estudantes eram pagos para acompanhar o trabalho e solicitados para encorajarem os jovens a fazerem horas extras e, até mesmo, a trabalhar em turnos noturnos para cumprir com as metas de produção. Sob a legislação trabalhista chinesa, fábricas podem empregar estudantes menores de 16 anos e mais velhos, entretanto, não podem trabalhar a noite, tampouco fazer horas extras.

Segundo o Chinal Labor Watch, os estudantes recebiam cerca de US$ 248 por mês, cerca de US$ 1,42 por hora. A carga horária de trabalho era de, cerca, de 10 horas por dia.

A Foxconn, que também fabrica iPhones para a Apple, admitiu que os estudantes estavam empregados ilegalmente e disse que estava tomando medidas imediatas para consertar a situação.

Já a Amazon, quando procurada pela Fast Company, respondeu que não tolera que fornecedores violem o Código de Conduta do Fornecedor da empresa.

“Avaliamos regularmente fornecedores, usando auditores independentes, conforme apropriado, para monitorar a conformidade e a melhoria contínua. Se encontrarmos violações, tomamos as medidas apropriadas, incluindo a solicitação de ações corretivas imediatas. Estamos investigando com urgência essas alegações e abordando isso com a Foxconn no nível mais alto. Equipes adicionais de especialistas chegaram ao local esta semana para investigar, e nós iniciamos auditorias semanais desta edição”, declarou porta-voz da Amazon.

 

 

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