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Abinee diz que adiamento de leilão do 5G prejudica cadeia produtiva

Em comunicado, entidade diz que adiamento pode resultar em prejuízos na produtividade e na competitividade da indústria brasileira em geral

Da Redação

06/08/2019 às 12h30

Foto: Shutterstock

Na última semana, em entrevista ao Valor Econômico, presidente da Anatel, Leonardo Euler de Morais, afirmou que o leilão do 5G não será mais realizado em março do próximo ano, como planejado anteriormente pelo órgão.

Ao jornal, o executivo apontou que a indefinição em relação à convivência da nova tecnologia com o sinal de TV aberta, via antenas parabólicas, trouxe uma “grande incerteza” em relação à data. "Não sabemos em quanto tempo será encerrada essa discussão”, afirmou Morais, que destaca que qualquer atraso do leilão do 5G no país é algo “muito ruim” – tanto para o setor de telecom quanto para os diferentes segmentos.

Para a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o possível adiamento do leilão do 5G no país vai provocar, entre outras coisas, um atraso na chegada da tecnologia no país, de forma a prejudicar toda a cadeia produtiva.

Em comunicado divulgado nesta semana, a entidade aponta ainda que o adiamento do leilão do 5G também pode resultar em prejuízos na produtividade e na competitividade da indústria brasileira em geral.

“Áreas como o agronegócio, segurança, mobilidade urbana, prevenção e recuperação de desastres naturais, que também poderiam se beneficiar com a tecnologia, serão igualmente prejudicadas”, afirma a Abinee.

Por fim, a associação destaca que o adiamento também poderá postergar investimentos das operadoras, “impactando negativamente toda a cadeia produtiva e de serviços do setor e sua geração de empregos”.