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De 97 para 487 dias: por que os e-commerces brasileiros duram mais hoje?

Segundo pesquisa recente do PayPal, tempo médio de vida das lojas on-line do país mais do que quintuplicaram desde 2015

Luiz Mazetto

23/07/2019 às 9h00

Foto: Shutterstock

O tempo médio de vida de um e-commerce mais do que quintuplicou no Brasil desde 2015, conforme informações do estudo Perfil do E-commerce Brasileiro, realizado em parceria entre PayPal e BigData Corp, que também revela um aumento de quase 40% no número de lojas on-line em um ano.

Segundo o levantamento, hoje os comércios eletrônicos do país duram, em média, 487 dias, um pouco mais de um ano e quatro meses. Em comparação, há quatro anos, as lojas on-line ficavam ativas, em média, por 94 dias, ou aproximadamente três meses.

Mas o que faz com que as lojas on-line brasileiras estejam durando muito mais tempo atualmente? Segundo o Diretor de Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil, Thiago Chueiri, há basicamente duas variáveis que explicam esse movimento no período.

Uma delas, aponta o especialista, tem a ver com o crescimento da penetração das chamadas carteiras virtuais, que já estão presentes em mais da metade dos comércios eletrônicos do país (50,28%), segundo o estudo recente da empresa.

“Mesmo com o crescimento de quase 40% (no número de lojas), a penetração (das carteiras) cresceu, o que mostra que o empreendedor que está entrando no mercado digital é um empreendedor mais preparado. Ele entende que pagamento não é só processamento, também envolve gestão de fraude e fluxo de caixa, por exemplo. Ele consegue entender esse ecossistema como um todo”, afirma Thiago.

Além disso, o executivo do PayPal chama a atenção para o crescimento de ofertas de plataformas para e-commerces, inclusive com opções com custo zero. “Basicamente, com o aumento da quantidade de fornecedores, e o empreendedor mais preocupado com a robustez do negócio, você cria um pilar para que essa loja dure mais tempo.”

Pós-venda
Vale notar que a pesquisa do PayPal também revela que um em cada quatro e-commerces brasileiros já sofreu ao menos um processo judicial movido por um comprador.

Conforme o estudo, que levantou dados sobre atendimento ao cliente pela primeira vez neste ano, 7,82% dos e-commerces já sofreram um processo, 3,45% sofreram duas ações, 4,22% de três a cinco, e 2,61% de a 6 a 10 processos.

Segundo Thiago, esses números refletem uma necessidade maior de preparação no pós-venda. “Quando digo que estamos vendo empreendedores mais bem-preparados, o ideal é que isso seja estendido para todas as fases, uma vez que a relação não termina quando a venda é concluída.”