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Com Conta PJ, Nubank quer libertar usuário de sistema ‘arcaico e custoso’

Fintech brasileira anunciou nesta semana a sua aguardada entrada no setor corporativo com uma conta digital para pessoas jurídicas e pequenas empresas

Luiz Mazetto

19/07/2019 às 17h58

Foto: Shutterstock

“Acreditamos que chegou a hora de libertarmos também os empreendedores de um sistema arcaico, burocrático e custoso”, afirma o Nubank à Computerworld Brasil sobre a sua aguardada entrada no setor corporativo, que foi anunciada oficialmente nesta semana, mais de cinco anos após a fintech brasileira mexer com o mercado de cartões de crédito com o seu já famoso “roxinho”.

Ainda em fase de testes e sem previsão de lançamento para o mercado, a chamada Conta PJ terá inicialmente algumas funções similares às oferecidas hoje pela NuConta, a conta digital da companhia. E nesta primeira fase, explica, a novidade será limitada a um total de 10 mil clientes do Nubank que sejam donos de pequenos negócios ou empreendedores individuais e autônomos - clique aqui para entrar na lista de espera.

“Neste momento, nosso foco é nos aproximar de nossos clientes que são empreendedores, ouvi-los e construir o melhor serviço para esse segmento”, afirma a companhia, que possui uma equipe focada exclusivamente no desenvolvimento da Conta PJ, além do time de atendimento aos clientes que participarão dos testes.

800 mil pedidos

À Computerworld Brasil, a fintech diz que, desde o início da sua operação, já tinha consciência “da carência do público PJ por serviços financeiros descomplicados e realmente relevantes” e destaca que recebeu, ao longo dos últimos anos, mais de 800 mil pedidos via e-mail dos usuários para que lançasse uma conta PJ.
No entanto, a empresa, que tem mais de 10 milhões de usuários, se diz comprometida com a excelência de tudo o que faz e destaca que teve priorizar outras frentes de trabalho neste período, como os já citados cartão de crédito e conta digital.

Em suas pesquisas iniciais com clientes que possuem pequenos negócios, o Nubank diz ter constatado que ter uma conta PJ hoje no Brasil, “muitas vezes, é sinônimo de dor de cabeça e custos desnecessários”, além de afirmar que os “pacotes oferecidos são caríssimos, recheados de funções inúteis e tarifas escondidas”.