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Cade abre processo administrativo sobre compra da Red Hat pela IBM

Procedimento instaurado no último dia 15 de julho vai apurar se a Big Blue cumpriu os prazos do Conselho na transação

Da Redação

19/07/2019 às 19h08

Foto: Shutterstock

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) abriu nesta semana um processo administrativo sobre a aquisição da Red Hat pela IBM por cerca de 34 bilhões de dólares, anunciada originalmente no fim do ano passado e que foi finalizada recentemente. As informações são do Convergência Digital.

Segundo a reportagem do site, o procedimento vai verificar se a Big Blue descumpriu os prazos de aprovação na compra da Red Hat no país – o que pode fazer com que a gigante de tecnologia receba uma multa de 60 milhões de reais.

De acordo com a assessoria de comunicação do Cade, o processo foi instaurado na última segunda-feira, 15/7, pela conselheira relatora do caso, Paula Azevedo, que determinou que a “Superintendência-Geral instaure e instrua procedimento administrativo para apuração de ato de concentração para verificar eventual consumação da operação em desacordo com o art. 88, § 3º, da Lei nº 12.529/2011”.

Posição IBM
Procurada pela reportagem da Computerworld Brasil, a IBM afirmou, por meio da sua assessoria de imprensa, que está confiante “que a finalização do processo atualmente em andamento no Cade não alterará a decisão de liberação incondicional emitida pelo órgão em 25 de junho”.

Ainda de acordo com a companhia, “até que o processo do Cade seja concluído, a IBM e a Red Hat manterão operações separadas no País e atuarão como entidades independentes no mercado”.

Confira abaixo a nota da IBM na íntegra:

“Estamos confiantes que a finalização do processo atualmente em andamento no CADE não alterará a decisão de liberação incondicional emitida pelo órgão em 25 de junho. Manteremos separado temporariamente o negócio do Brasil e seguiremos adiante com o fechamento em todos os outros mercados. Até que o processo do CADE seja concluído, a IBM e a Red Hat manterão operações separadas no País e atuarão como entidades independentes no mercado. Continuaremos a trabalhar com as autoridades brasileiras para resolver qualquer questão pendente o mais rápido possível.”