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Governo libera R$75 milhões em recursos para acelerador Sirius

Segundo MCTIC, novos recursos permitirão a continuidade dos testes e a construção das estações experimentais, conhecidas como “linhas de luz”

Da Redação

04/07/2019 às 13h00

Foto: Ascom/MCTIC

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou nesta semana a assinatura de um termo aditivo em seu orçamento, no valor de R$75 milhões para garantir a continuidade do acelerador de partículas Sirius.

Localizado em Campinas, no interior de São Paulo, o projeto consiste na maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País, com o tamanho de um estádio de futebol, e uma das primeiras fontes de luz síncrotron de 4ª geração do mundo, conforme informações do Ministério.

De acordo com o MCTIC, os recursos liberados permitirão a continuidade dos testes e a construção das estações experimentais, conhecidas como “linhas de luz”, do Sirius, cuja fase de construção civil já foi concluída – hoje estão sendo realizados testes nos aceleradores.

“Estes recursos são fundamentais para que possamos concluir as primeiras linhas de luz, que é onde os experimentos serão feitos de fato. A perspectiva é de que possamos fazer as encomendas necessárias para a entrega das primeiras estações experimentais para testes, visando a abertura das linhas para a comunidade científica e tecnológica no início de 2020”, afirma Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao MCTIC e responsável pelo Sirius.

Atualmente, o CNPEM conta com 250 colaboradores diretamente envolvidos com a implementação do Sirius, além de centenas de outros profissionais, ligados ao projeto por meio de empresas fornecedoras de produtos e serviços. Segundo o MCTIC, o Sirius tem, entre seus objetivos, o de ajudar a alavancar a inovação nas empresas brasileiras, com a execução de grande parte de seus recursos dentro do País.

Após a conclusão do projeto global, que inclui a montagem de 13 linhas de luz até o fim de 2020, milhares de pesquisadores brasileiros poderão ser atendidos nas instalações científicas do Sirius, aponta o Ministério em comunicado no seu site sobre o assunto.