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EUA pedem suspensão da criptomoeda Libra do Facebook

Da Redação

03/07/2019 às 15h25

Foto: Shutterstock

Deputada e Presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA, Maxine Waters, enviou na terça-feira (02/07) uma carta assinada por líderes do subcomitê da Casa de Finanças a executivos do Facebook pedindo a suspensão do projeto da criptomoeda Libra, que tem lançamento previsto para o ano que vem.

De acordo com o The Verge, o Congresso americano quer investigar os possíveis riscos que a criptomoeda do Facebook pode trazer, assim como sua carteira digital, a Calibra, representam para o sistema financeiro global.

A carta foi enviada para Mark Zuckerberg CEO do Facebook, Sheryl Sandberg, diretora de operações e ao CEO da Calibra, David Marcus. O objetivo da carta é oficializar o pedido feito pelo comitê algumas semanas atrás.

Maxine Waters acredita que produtos e serviços como a Libra, que não são supervisionados nem regulados, podem representar riscos generalizados que colocam em risco a estabilidade financeira dos EUA e do mundo.

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“Essas vulnerabilidades podem ser exploradas e obscurecidas por maus atores, como outras criptomoedas, trocas e carteiras foram no passado”, diz a deputada.

David Marcus, participará de uma audiência agendada pelo presidente do Banco do Senado, Mike Crapo no dia 16 de julho. A audiência discutirá as preocupações sobre a moeda e os riscos para a privacidade de dados que ela pode representar. No dia seguinte, 17 de julho, Maxine Water também fará uma audiência sobre o projeto.

"Estamos ansiosos para trabalhar com os legisladores à medida que este processo avança, incluindo a resposta às suas perguntas na próxima audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara", disse um porta-voz do Facebook em entrevista ao The Verge.

"Como o Facebook já está nas mãos de mais de um quarto da população mundial, é imperativo que o Facebook e seus parceiros imediatamente cessem os planos de implementação até que os reguladores e o Congresso tenham a oportunidade de examinar esses riscos e agir", diz a carta do comitê.

 

 

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