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Hackers chineses invadiram redes de oito empresas de TI, segundo Reuters

De acordo com a agência de notícias, os ataques aconteceram entre 2014 e 2017; governo da China nega acusações

Da Redação

26/06/2019 às 15h02

Foto: Shutterstock

De acordo com informações divulgadas pela Reuters, hackers que trabalham para o Ministério de Segurança do Estado da China podem ter sido responsáveis por invadir as redes de oito provedores de serviços de tecnologia. Segundo as fontes ouvidas pela agência de notícias, o objetivo era promover o roubo de informações comerciais de seus clientes.

Os ataques em questão, batizados como Cloud Hopper, teriam acontecido entre 2014 e 2017 e foram atribuídos à China pelos Estados Unidos e aliados. No ano passado, o governo norte-americano havia falado sobre a operação, defendendo que as invasões buscavam promover interesses econômicos chineses, sem citar quais companhias haviam sido vítimas dos ataques. Em dezembro, a Reuters identificou duas das provedoras: IBM e Hewlett Packard Enterprise.

Nesta quarta-feira, 26/6, a Reuters divulgou os nomes de outras seis gigantes da tecnologia que podem ter sido alvo das invasões. São elas a Fujitsu, Tata Consultancy Services, NTT Data, Dimension Data, Computer Sciences Corporation e DXC Technology. Além disso, foram anunciados alguns clientes das empresas vítimas da ação dos hackers, incluindo a Ericsson, Sabre e Huntington Ingalls Industries.

Questionado sobre o assunto, o governo chinês negou as acusações, garantindo que o país é contra a espionagem industrial. "O governo chinês nunca participou de forma alguma ou apoiou qualquer pessoa para realizar o roubo de segredos comerciais", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado à Reuters.

Apesar de não se saber o impacto dos danos causados pelo hacking, o Cloud Hopper serve como alerta para governos e empresas de tecnologia que buscam encontrar soluções para ameaças de segurança.