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Hub Fintech anuncia investimento de R$ 15 milhões em operação no Brasil

Estratégia será uma das principais apostas da empresa para atingir um faturamento 85% maior do que o registrado no ano passado

Carla Matsu

03/06/2019 às 15h00

Foto: Divulgação

Era 2011 quando a brasileira Hub Fintech surgia no mercado para atender demandas em meios de pagamento e integrações através de APIs. Com atividades já nascidas na nuvem, a companhia tem conseguido surfar em um timing certo, com a crescente popularização das fintechs no Brasil, além das apostas do varejo e dos bancos tradicionais na criação de contas digitais para seus clientes. A empresa é controlada pela Sforza, gestora de investimentos do empresário Carlos Wizard Martins.

Agora, rumo ao próximo ciclo de crescimento, a Hub Fintech anunciou um investimento de R$ 15 milhões em sua operação e um aumento de 10 vezes em sua capacidade de processamento. Segundo a companhia, o investimento será uma das principais apostas para atingir um ambicioso faturamento 85% maior do que o registrado em 2018. A companhia conta com grandes clientes de diferentes verticais em seu portfólio, entre eles CAIXA, Magazine Luiza, 99 e Mercado Pago.

A Hub Fintech se tornou referência no mercado ao oferecer o chamado Banking as a Service com caráter white label voltado para o mercado corporativo. Por apoiar suas ofertas em uma arquitetura modular, a fintech consegue viabilizar a rápida criação de serviços complementares à conta digital de seus clientes. Algo que segundo o CEO da Hub Fintech, Alexandre Brito, oferece volumetria para atender de imediato 10 vezes acima do pico programado para o próximo ano dos serviços. As soluções modulares cobrem serviços financeiros, open banking, processamento, autorização e loyalty. Essas soluções são apoiadas por novos microsserviços também desenvolvidos internamente.

"Os microsserviços são aplicações com um escopo de funcionalidades muito bem definido sobre um determinado tema e gerenciadas independentemente, o que traz mais velocidade, escalabilidade, disponibilidade e resiliência, garantindo um atendimento seguro e com altíssima performance às demandas de grande volume de processamento, mesmo as inesperadas”, explica Brito.

Antes de assumir o cargo de CEO da Hub Fintech, Brito trabalhou por 10 anos na Mastercard. Somando quase 20 anos de experiência nas áreas de gestão, processos, finanças, M&A e desenvolvimento de mercado, o executivo também trabalhou por sete anos no grupo General Eletric - onde ocupou posições de liderança no Brasil, Europa e Estados Unidos.

Para simular operações reais e ajustar a performance requerida para cada oferta do seu portfólio, a Hub Fintech passou por uma etapa preparatória que incluiu diversos testes. Houve também, segundo Brito, o empenho para formar equipes capacitadas e dedicadas para atuar em cada módulo criado.

Brito explica que pelo fato das outras fintechs não terem uma estrutura proprietária, elas acabam terceirizando, ou quarteirizando fornecedores que muitas vezes não possuem expertise em meios de pagamento. “Muitas não oferecem APIs, dificultando a integração necessária com as tecnologias legadas do cliente, e outras só atuam com autorização e não com processamento", compara.

O modelo vertical da Hub Fintech consegue contemplar toda a cadeia de meios de pagamento, com embossing, autorização, processamento, gestão de risco, segurança, atendimento e APIs.

“Posso afirmar que atualmente nenhuma fintech oferece a mesma capacidade que estamos disponibilizando”, reforça Brito. "Isso porque possuímos uma infraestrutura proprietária e fomos pioneiros em criar um sistema só para cartões pré-pago”, conclui.