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Por que a nuvem é o lugar onde a sua empresa deve estar

Sabemos que a nuvem é inevitável - por isso, é preciso se adaptar; mas ainda há um longo caminho a ser percorrido

Vinicius Mendes*

01/06/2019 às 10h00

Foto: Shutterstock

Por muito tempo a expressão “nas nuvens” foi utilizada para descrever situações fantasiosas ou que não despendiam o cuidado necessário. Fazendo o contraponto com a era digital, a nuvem se tornou o lugar mais acessível e com melhor custo-benefício adequado para a infraestrutura das empresas - sem ilusão ou negligência.

Mesmo com grandes data centers e locais para armazenamento das informações, a nuvem tem ganhado destaque nos últimos anos pela praticidade de gerenciamento e a visibilidade geral de todas as áreas dentro de uma empresa.

Esta mudança é liderada pelo avanço tecnológico combinado com a globalização. Isto porque as empresas passaram a atuar em diversos países e os profissionais também não precisam mais estar presentes fisicamente todos os dias nos escritórios. Sendo assim, a mobilidade é a premissa para a utilização e acesso remoto de programas.

O 5G é outro fator que acelera este acesso remoto, impulsionado pelo movimento BYOD (bring your own device, traga seu próprio dispositivo, em português). Neste caso, os profissionais utilizam seus próprios equipamentos para acessar os dados e as informações da empresa no local de trabalho ou fora dele.

O controle de acesso, a colaboração entre empresa e clientes e a concessão às chaves de segurança combinados com as interfaces específicas e customizadas garantem às organizações agilidade, inovação e competitividade dos negócios.

No entanto, muitas companhias ainda questionam o por que investir na migração para nuvem. Segundo uma pesquisa da consultoria Synergy Research Group, o segmento da computação em nuvem cresce na casa dos dois dígitos e movimenta cerca de US$ 110 bilhões anualmente.

Outras pesquisas mostram que só em 2015, 37% das empresas de pequeno porte dos Estados Unidos já tinham aderido à nuvem e a estimativa é de que esse número chegue a 78% no próximo ano. No Brasil, por exemplo, 80% das empresas de médio e grande porte já têm ou vão liderar um projeto em nuvem nos próximos 12 meses, de acordo com um estudo que entrevistou mais de 250 executivos na América Latina.

Essa busca pela nuvem não é observada apenas no setor privado. O governo brasileiro publicou uma Instrução Normativa no início de abril acerca da contratação de soluções TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), a qual determina que a partir da data, “os órgãos e entidades que necessitem criar, ampliar ou renovar infraestrutura de centro de dados deverão fazê-lo por meio da contratação de serviços de computação em nuvem”.

Sabemos que a nuvem é inevitável - por isso, é preciso nos adaptar. Entretanto, ainda há um longo caminho a ser percorrido em termos de proteção e prevenção, o que acaba limitando a migração completa das empresas, que precisam não apenas passar toda a estrutura para a nuvem, como gerenciar a operação.

Este é um desafio tanto para as empresas brasileiras quanto para as regionais. No momento em que os fornecedores de nuvem pública adotam o modelo de responsabilidade compartilhada e os times estão acostumados e habilitados para trabalhar com os sistemas tradicionais, treinamentos são imprescindíveis.

Entretanto, é preciso esclarecer que mesmo com a contratação de servidores em nuvem, como o AWS (Amazon Web Services), não significa que a empresa delega toda a responsabilidade para um terceiro, principalmente a segurança. Há diversos modelos para estabelecer quem é o responsável em cada caso (isso é tema para um outro artigo).

Antecipando as tendências, já existem empresas que disponibilizam o controle de todos os serviços por um sistema exclusivo de gerenciamento em nuvem, acesso a ambientes e acompanhamento de suas ações, garantindo não apenas a execução das atividades como a segurança.

Ao combinar estas soluções específicas, atende-se empresas de diferentes portes e segmentos via produto e serviço as a service, com benefícios de conformidade regulatória e eficiência operacional.

*Vinicius Mendes é diretor regional de vendas da Netskope