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‘Queremos todas as empresas na nuvem’, diz cofundador da SAP

Para atingir esse objetivo, empresa reforçou capacidades de cloud pública com lançamento de uma série de serviços em nuvem

Déborah Oliveira

09/05/2019 às 8h15

Foto: Shutterstock

Em uma evolução natural do mercado, a SAP também mirou a nuvem quando a tecnologia começava a dar os primeiros sinais de que seria o futuro. Diversas soluções da empresa passaram a ser oferecidas no modelo e hoje, 30% da receita da companhia alemã de software já vêm da nuvem, segundo Hasso Plattner, confundador e presidente do conselho da SAP. “Queremos todas as empresas na nuvem”, disse ele em apresentação bem humorada, sua marca, na abertura do segundo dia do Sapphire, evento anual da companhia realizado em Orlando (EUA).

Uma das vedetes da SAP, o banco de dados relacional Hana, é um dos exemplos de soluções que já rodam na nuvem pública. Em dezembro de 2018, a companhia, junto com a Amazon Web Services (AWS), anunciou uma parceria, que contempla a oferta de hospedagem em nuvem pública para os clientes do SAP Hana Enterprise Cloud (HEC).

Segundo Plattner, atualmente, o Hana soma mais de 50 mil licenças rodando em clientes em todo mundo. Em 2010, no lançamento da plataforma, os clientes geraram 2 mil exabytes de dados em Hana. Hoje, já são 40 mil exabytes e a expectativa é chegar a 175 mil exabytes em 2025.

E a evolução da plataforma segue de forma intensa, revelou Gerrit Kazmaier, vice-presidente sênior de SAP Hana e Analytics. No palco do Sapphire, o executivo revelou a evolução da plataforma, o SAP Hana Cloud Services, que atuará como um único gateway para dados de qualquer tamanho para lidar com os desafios dos ambientes de dados distribuídos.

O coração da solução, apresentou, é a combinação da tecnologia in-memory do SAP Hana com a virtualização de dados, que resulta em simplicidade para os consumidores de dados e flexibilidade para o gerenciamento de dados.

Ele mostrou uma arquitetura que exemplifica a nova configuração. Na prática, o SAP Hana Cloud Services reúne banco de dados e analytics, consolidando dados após uma separação desordenada e, ao mesmo tempo, desenvolve um sistema que permite a fácil criação de aplicativos.

Incentivo para acelerar uso de capacidades analíticas

Tonatiuh Barradas, líder de Platforma & Tecnologias da SAP LAC, explicou que geralmente as empresas contam com uma série de bancos de dados e com o SAP Hana Cloud Services a estratégia é conectar esses bancos e não coletar dados em uma suíte única. “Esse é um processo que preserva as fontes de dados e os sistemas legados”, disse. É um mecanismo de orquestração com capacidades analíticas, completou. “Se as empresas precisam dos dados, elas não farão a replicação.”

Na visão do executivo, essa nova configuração pode ser um incentivo para que as empresas invistam em capacidades analíticas e em mais inteligência dos negócios. Isso porque, muitas empresas têm resistência em razão dos sistemas legados, cenário comum no Brasil, e pela necessidade de replicar dados. “A proposta do SAP Hana Cloud Services é ‘tocar’ o dado, consolidando dados estruturados e dados de experiência. É o verdadeiro sentido da organização baseada em dados, a nova moeda da economia global”, comentou.

*A jornalista viajou a Orlando (EUA) a convite da SAP