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5 Perguntas para o CEO: Roberto Oliveira, da Take

Executivo revela que a empresa está vivendo seu melhor momento no mercado. Confira as estratégias de resultados

Solange Calvo

06/05/2019 às 9h00

ROBERTO CEO da Take
Foto: Divulgação

“Qual é a coisa mais importante que preciso fazer hoje?” Esta é a primeira coisa que Roberto Oliveira, CEO da Take, pensa ao acordar. Ele se considera um líder executor e, portanto, a principal tarefa do seu dia, ele diz, é entender o que está gerando algum problema e solucionar. “Aprendi um método de trabalho chamado ‘pesquisa-ação’: você estuda e vai lá e executa. Lê o resultado e executa de novo”.

Desde 2015 no comando da Take e um dos fundadores da empresa, Oliveira diz que a tecnologia é uma realidade no seu dia a dia desde muito cedo. “O meu pai fundou uma empresa de tecnologia quando eu tinha 15 anos. Lá foi meu primeiro emprego e onde aprendi que sempre somos capazes de fazer algo melhor do que qualquer outra empresa. Eu levei isso pra Take”, diz, acrescentando que a Take é líder no mercado global de soluções conversacionais e chatbots e seu sonho é executar isso numa escala 100% maior e rápido.

A seguir, acompanhe a entrevista em que o CEO da Take conta sobre o posicionamento atual da empresa, desafios e conquistas.

Computerworld Brasil – Acredita que a Take está vivendo o seu melhor momento no mercado, considerando o avanço frenético da transformação digital? Principalmente por atuar com contatos inteligentes e chatbots?

Roberto Oliveira – Sim, sem dúvida. O número de empresas que possuem um site hoje é menor do que as que terão um contato no WhatsApp, Google Assistant etc. Esse é o mercado que miramos hoje. Tivemos um momento muito bom no início da Take também, em que crescemos 250% por ano durante quatro anos. Mas a diferença é que naquela época tínhamos um produto que teve muito sucesso em parceria com quatro grandes operadoras. Hoje, temos uma plataforma que pode ajudar as empresas a criarem centenas de produtos. A Take tem mais de 200 clientes e enxergamos centenas de milhares a nossa frente. O meu potencial de novos negócios e clientes é infinito e estamos crescendo numa velocidade acelerada.

CW Brasil É uma seara de alta concorrência, como a empresa enfrenta essa disputa e com qual diferencial? Qual o posicionamento da empresa no ranking?

Oliveira – Esse é um mercado bastante competitivo, mas no mundo da tecnologia não existe nenhum que não seja. A competição existe, mas ela é fragmentada. Temos concorrentes de integração, de desenvolvimento de chatbot e no designer na criação, mas nenhuma empresa do mundo compete com a Take com a nossa solução completa.

O diferencial é se posicionar de uma forma diferente, mais voltada para a experiência do usuário e usar a tecnologia para melhorar essa experiência. Além disso, a melhor forma de competir é estar na frente e com a melhor qualidade. Em agosto de 2018, a Take se consolidou como provedora oficial do WhatsApp Business API, que possibilita conversas automatizadas na plataforma, de forma escalável, entre empresas e seus clientes. São poucas companhias no mundo que possuem o selo Solution Provider do WhatsApp.

CW Brasil – Qual a sua análise em relação ao amadurecimento do mercado brasileiro sobre o uso de tecnologias disruptivas como chatbots e outras da era digital?

Oliveira – O melhor lugar para se estar no mundo hoje para uma empresa que quer fazer o que a Take faz é no Brasil. Não existe nenhuma empresa atualmente que não queira ter uma experiência com o seu cliente no WhatsApp. Seja ela uma padaria ou uma gigante. Isso tem feito com que a demanda seja mais latente.

O Brasil é hoje um dos países do mundo com mais usuários ativos no WhatsApp. O aplicativo possui mais de 1 bilhão de usuários ativos todos os dias no mundo e 29 milhões de mensagens são trocadas por minuto. Só no Brasil, são 120 milhões de pessoas que usam o WhatsApp diariamente.

CW Brasil – Como é estar residente no Cubo, em contato com outros empreendedores? Troca de experiências, network estratégico, ambiente favorável, colaborativo?

Oliveira – O Cubo Itaú mudou a nossa história. Ele se tornou um epicentro do empreendedorismo tecnológico no Brasil e no mundo e, desde quando fomos para lá, nos tornamos referência. Lá estão não apenas outros empreendedores de sucesso, como possíveis clientes, investidores e todo o ecossistema. Esse ecossistema se retroalimenta no Cubo, um local que gera uma sinergia de negócios e networking enorme.

CW Brasil – O que a Take prepara para este ano ainda, quando completa 20 nos de mercado? Algum projeto especial, parceria, novas soluções, mudança de estratégia?

Oliveira – A Take completa 20 anos em 2019 e não faltam motivos para comemorar. Em junho, vamos realizar a 3ª edição do Bots4U – evento que vai reunir mais de mil pessoas para discutir tendências e novidades no universo de experiências conversacionais, contatos inteligentes e chatbots. Estarão conosco no evento clientes da Take que estão na lista de marcas brasileiras mais valiosas pelo ranking da Interbrand. Estamos falando de Google, Microsoft, WhatsApp, Facebook, entre outras.

O número de clientes da Take tem crescido muito. Estamos presentes nos smartphones de todos os brasileiros e de uma forma que você não precisa fazer um download. É só mandar uma mensagem para iniciar uma conversa. A tecnologia que temos hoje não tem limite do que você pode fazer. Qualquer coisa que faça, por exemplo, uma ligação de voz, via aplicativos ou site, você já consegue fazer por meio de uma conversa automatizada de mensagem. Isso gera um potencial para cases inovadores. O WhatsApp vai ajudar a melhorar a experiência e reinventar a jornada das empresas com seus clientes. E a Take está pronta para ajudar esse mercado. Já temos usuários em nossas plataformas em mais de 70 países.