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Recomendação do Brasil para internet das coisas é aprovada pela UIT

Proposta de padronização de dispositivos de IoT foi elaborada em conjunto pelo MCTIC, Anatel e centro de pesquisa e inovação

Da Redação

20/04/2019 às 15h32

Foto: Shutterstock

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) aprovou na última semana, a primeira recomendação proposta pelo Brasil para dispositivos de internet das coisas (IoT). A recomendação é resultado de um trabalho conjunto entre Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR).

A recomendação brasileira facilita a interoperabilidade de dispositivos de Internet das Coisas. O documento define uma classificação dos dispositivos de IoT baseada nas suas capacidades de processamento e conectividade. A partir da correlação das capacidades, são definidos os modelos de referência com os requisitos para as arquiteturas de software de cada uma das classes de dispositivos.

Com a recomendação aprovada, os dispositivos de IoT fabricados em qualquer um dos cerca de 190 países e mais de 700 empresas membros da UIT deverão seguir o padrão definido. A proposta foi aprovada pela Comissão de Estudos 20 da UIT, que trata de Internet das Coisas, Comunidades e Cidades Inteligentes, durante reunião em Genebra, na Suíça. O Secretário de Empreendedorismo e Inovação, Paulo Alvim, considera esta aprovação mais um importante passo para reforçar a posição do Brasil no cenário global de Internet das Coisas e destaca que isso é apenas o começo da nossa caminhada.

A proposta é resultado de um trabalho iniciado nas discussões da Câmara IoT, iniciativa coordenada pelo MCTIC, com a participação de membros do setor público, privado e academia, e que busca fomentar o ecossistema de Internet das Coisas no Brasil.

Outras duas contribuições brasileiras estão sendo discutidos no âmbito da Comissão de Estudos 20 da UIT: o modelo de referência para pecuária inteligente baseada em IoT (proposta da USP) e o Plano Master para outros governos desenvolverem o ecossistema de Internet das Coisas em seus países (proposta do governo brasileiro conduzida por MCTIC/Anatel).

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