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Após baixa, Windows 10 registra crescimento explosivo

Em março, sistema da Microsoft alcançou um aumento de 3,3 pontos percentuais, o maior desde 2015

Gregg Keizer, da Computerworld (EUA)

03/04/2019 às 14h00

Foto: Shutterstock

O Windows 10 compensou a perda de terreno no mês passado, adicionando a maior fatia de usuários desde o seu primeiro mês completo de disponibilidade, quatro anos atrás. O grande aumento de março contrasta com o estranho "casamento" de fevereiro: um declínio na participação do Windows 10 e um aumento correspondente do antigo Windows 7.

De acordo com a empresa de análise de web Net Applications, a participação do Windows 10 saltou 3,3 pontos percentuais em março, fechando o mês em 43,6% de todos os computadores pessoais e 49,9% de todos os PCs rodando Windows (O segundo número é sempre maior que o primeiro, porque o Windows não alimenta todos os computadores pessoais; em março, o Windows rodou em 87,5% das máquinas do mundo. Todas, exceto uma pequena fração do resto rodavam macOS, Linux ou Chrome OS).

Esses 3,3 pontos representam o maior ganho de um mês desde os 4,9 pontos percentuais de agosto de 2015, durante a explosão inicial de instalações causada pela oferta de atualização gratuita da Microsoft. O Windows 10 foi lançado em 31 de julho de 2015 e a oferta durou um ano inteiro.

Enquanto isso, o Windows 7 caiu 1,9 ponto em março, descendo para 36,5% de todos os PCs e 41,7% dos que rodam o Windows. Mesmo o Windows XP – que se aposentou oficialmente há cinco anos este mês – encolheu 1,1 ponto, indo para 2,3% em todos os PCs e 2,6% de PCs equipados com Windows.

A recuperação do Windows 10 e a desaceleração de todas as outras versões virou o mundo de fevereiro de cabeça para baixo, voltando-o corretamente para que logo o sistema operacional mais recente crescesse, enquanto os mais antigos não o fizessem. Um mês atrás, a Computerworld dos EUA apontou que os desconcertantes dados de fevereiro da Net Applications se resolveriam por si rapidamente, como tinham feito antes. E isso aconteceu.

O aumento massivo de usuários do Windows 10 e a redução menor, mas ainda significativa, no Windows 7 fez uma bagunça das previsões que a Computerworld divulgou há 30 dias.

Nossa nova previsão – com base no movimento médio de 12 meses do sistema operacional – coloca o Windows 10 na posição majoritária em algum momento deste mês, não em outubro, como dizia a previsão anterior. De acordo com a última projeção, o Windows 10 deve ocupar praticamente 51% dentre todas as versões Windows até o final de abril.

Da mesma forma, o retorno do Windows 7 ao seu estado normal de declínio significa que menos máquinas devem rodar o sistema operacional até 14 de janeiro de 2020, a data de aposentadoria da Microsoft para o sistema operacional de 2009. No final de janeiro, o Windows 7 alimentava cerca de 35% de todos os PCs com Windows, e não os 40% que a previsão de fevereiro afirmava a partir de números distorcidos.

Mesmo que o Windows 7 gere o menor número – 35% - dos PCs, o sistema operacional teria um problema maior do que o Windows XP, que já finalizou o suporte ainda rodando cerca de 29% de todos os computadores pessoais Windows no momento. Mais alguns meses registrando quedas como a de março – entre 1 e 2 pontos percentuais – diminuiriam a pressão para limpar o Windows 7 à medida que o prazo chegasse.

Além disso, nos dados de março da Net Applications, a participação geral do usuário no Windows subiu menos de um décimo de ponto percentual, para 87,5%. MacOS e OS X também aumentaram em dois décimos de ponto, para 9,9%. A participação dos usuários do Linux estabilizou em 2,1%, enquanto o Chrome OS, do Google, subiu ligeiramente para 0,4%.