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Na OLX, cultura flexível e inovadora atrai talentos

Com uma equipe de quase 650 pessoas, empresa espera contratar 150 profissionais em 2019, 120 deles em tecnologia e produto

Déborah Oliveira

02/04/2019 às 8h52

Foto: Déborah Oliveira

Transformar itens em felicidade. Assim é a OLX, site e aplicativo de compra e venda de produtos, define Sérgio Póvoa, chief human resource officer (CHRO) da empresa. E para conectar pessoas em busca desse objetivo, os talentos são ouro na estratégia da OLX. “Por isso, promovemos um ambiente de inovação e de estímulo à criatividade”, revela o executivo.

Segundo ele, os escritórios da OLX são desenhados para gerar integração constante, sem deixar de lado o DNA divertido e uma cultura flexível. Quem anda pelos corredores da sede da empresa no Rio de Janeiro se depara com paredes coloridas, baias sem divisória e dois escorregadores, um deles que leva diretamente para uma piscina de bolinhas com as cores da marca.

Não há lugares fixos e as mesas são móveis. “Nosso senso de pertencimento é para o negócio e não para a mesa. É o estilo desapega”, diz ele, referindo-se ao bordão adotado pela empresa em suas campanhas publicitárias e que estampa uma das paredes da OLX.

Esse clima informal também abriga perfis diversos de talentos. “Aqui a diversidade é realmente praticada. As pessoas são diferentes e não fazemos qualquer restrição no processo seletivos”, resume. Uma volta pelo escritório e é possível ver claramente essa proposta. A bermuda é liberada e andar descalço também é permitido.

Valores muito além das inscrições na parede

Póvoa indica que a cultura é algo vivo e que está sempre em construção, mas os valores da empresa nunca mudam e estão cravados nas paredes da empresa. “Fazemos de maneira simples” e “Somos todos donos” são apenas algumas das frases vistas pelo escritório. “Esses valores foram escritos pelos próprios funcionários”, orgulha-se o CHRO.

Manter esses valores quando se é uma startup é relativamente fácil, mas à medida que a empresa cresce, o desafio aumenta. Hoje com uma equipe de quase 650 pessoas, a OLX espera contratar 150 profissionais em 2019, 120 deles em tecnologia e produto. Como manter a chama da cultura acessa?

Tudo começa no processo de recrutamento e seleção de talentos, conta Póvoa. “Buscamos profissionais que conseguem identificar e trazer insights profundos sobre os negócios e nossos usuários”, resume ele, completando que flexibilidade, rápido aprendizado e adaptabilidade são características que saltam aos olhos da OLX.

Essa premissa é tão verdadeira que a empresa não contrata ‘desenvolvedor Java’, ou ‘desenvolver .NET’, contrata apenas ‘desenvolvedor’. “Os candidatos precisam gostar de desafios, ter capacidade analítica, resiliência e forte capacidade de solucionar problemas”, diz.

Ao identificar talentos com esse perfil, depois da conversa com o RH, o candidato passa pelo crivo do time que vai atuar. “Se a equipe não valida, o gerente não contrata. É uma mudança de cultura mesmo. Não fazemos contratação top-down”, revela Janet Baireva, chief product officer (CPO) da OLX.

Passada essa fase, a próxima é a entrevista com os pares. Todo o processo, diz Bernardo Carneiro, chief technology officer (CTO) da OLX, é bastante rápido e dura duas semanas. “Se não tivermos as melhores pessoas, não teremos os melhores produtos. Todo o nosso trabalho começa com as pessoas certas”, frisa Carneiro.

Depois de contrato, um dos diferenciais que a OLX possibilita para o novo talento é presenteá-lo com um voucher para que ele tenha uma experiência completa na plataforma, promovendo os primeiros feedbacks sobre a OLX.

Formação de talentos

Com desenvolvimento de tecnologia e produto 100% local, a formação de talentos é também uma preocupação da OLX. Um exemplo é o programa de estágios. Por um ano, a empresa capacita os entrantes, que têm a oportunidade de passar por diversas áreas e fomentar não só capacidades técnicas, como também comportamentais.

O acompanhamento do aprendizado acontece em processos informais e formais, com encontros a cada dois meses com pares e mensais com os gestores. O programa para trainees também é diferenciado. Em janeiro de 2019, no último processo seletivo, mais de 400 pessoas se inscreveram e apenas três tiveram a oportunidade de fazer parte do quadro da OLX. “Por três meses eles são treinados para se tornarem um product manager (PM)”, conta.

Essa iniciativa é fundamental, indica Janet. “O product manager não se forma na universidade. Por isso, criamos uma máquina forte de formação e transição de carreiras, não só para juniores como também para pessoas que já estão no mercado e querem mudar de rumo profissional”, indica, acrescentando que a OLX tem quase 20 PMs, número que ela arrisca dizer que é o um dos maiores do Brasil.

Carneiro aponta que a cultura e o modelo de formação da OLX são inspirados no Vale do Silício, o celeiro mundial de inovação. “Trabalhar aqui e no Google não tem muita diferença, porque a cultura é parecida, com a diferença de que na OLX toda a tecnologia é desenvolvida localmente”, garante ele.

*A jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da OLX