Home  >  Plataformas

CPqD lança projeto de Blockchain para identidade de pessoas e coisas

Chamada de BlockIoT - Blockchain para IoT, a iniciativa possui duas etapas e é baseada no conceito de Internet of Trusted Things

Da Redação

01/04/2019 às 17h00

Foto: Shutterstock

O CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) anunciou nesta segunda-feira, 01/04, um novo projeto que utiliza a plataforma Blockchain para identidade digital de pessoas e coisas.

Chamada de BlockIoT - Blockchain para IoT, a iniciativa possui duas etapas e é baseada no conceito de Internet of Trusted Things, que dá mais segurança, privacidade e confiabilidade aos processos de autenticação, controle de identidade e de rastreabilidade dos objetos, assim como à auditoria de transações realizadas no universo IoT.

Com duração prevista de 12 meses, a primeira fase do BlockIoT foi iniciada em dezembro de 2018 e inclui o desenvolvimento de componentes tecnológicos e um conjunto de aplicações voltadas para a identidade digital (ID) de pessoas e coisas.

Enquanto isso, a segunda etapa deve durar o dobro do tempo e tem como objetivo desenvolver outros componentes tecnológicos e aplicações de ID descentralizada, rastreabilidade e processos seguros de autenticação.

“A Internet foi criada sem a camada de identificação, o que gera vulnerabilidades nos diferentes sistemas de identidade e acesso usados atualmente. Blockchain viabiliza a criação dessa camada, por meio de um conceito totalmente disruptivo e seguro que é a identidade digital descentralizada, ou autossoberana”, afirma o gestor de Soluções Blockchain do CPqD, José Reynaldo Formigoni.

Atualmente, explica Formigoni, o CPqD avalia as diferentes plataformas de desenvolvimento disponíveis no mercado, que poderão ser utilizadas como framework do núcleo (core) da solução blockchain do projeto.

“Vamos escolher uma ou mais plataformas de código aberto para desenvolver a rede distribuída, o ledger (livro de registros) e os contratos inteligentes”, afirma.

Vale notar que a iniciativa está sendo desenvolvida com apoio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações, gerenciados pela FINEP.