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O que esperar das próximas versões do Google Chrome?

Toda vez que navegador é atualizado, empresa publica notas destinadas às empresas para destacar novidades; veja o que está por vir

Gregg Keizer, da Computerworld (EUA)

28/03/2019 às 12h00

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Fato: o Chrome domina.

Com uma fatia que corresponde a dois terços na cota mundial de usuários de browsers, conforme dados da empresa de pesquisas Net Applications, o Google Chrome não possui colegas em termos de popularidade.

Então, quando o Chrome "fala", as pessoas ouvem. Isso vale para as movimentações que o Google faz com cada atualização do navegador – algo que a Computerworld detalha na série 'O que há de novo na última atualização do Chrome?' – e o que planeja fazer no futuro.

A cada atualização, o Google publica um conjunto de notas de lançamento destinadas às empresas. Nelas, a gigante de buscas destaca algumas das próximas adições, substituições, aprimoramentos e modificações planejadas para o seu browser.

Em um esforço para olhar para o futuro do navegador, coletamos o mais importante dos itens mais recentes na categoria “Em breve” do Chrome. Mas, como o Google faz questão de salientar, “Eles podem ser alterados, atrasados ou cancelados antes de serem lançados no canal Estável (Stable)”.

Você foi avisado.

Chrome 75: suporte aos navegadores legados
O que o Google chamou de Legacy Browser Support (LBS) faz parte do arsenal da companhia na batalha por usuários corporativos. Uma vez configurado pelos administradores de TI, o LBS abre automaticamente o Internet Explorer 11 (IE11) quando os links clicados no Chrome levam a sites, serviços da Web ou aplicativos da Web, os quais exigem o navegador da Microsoft ou, mais provavelmente, controles ActiveX do IE ou Java, que não são compatíveis com o navegador do Google.

O LBS era mais importante nos dias em que o IE dominava o mercado de navegadores - enquanto o Chrome ainda estava arranhando todos os clientes corporativos. Hoje, o Chrome domina todos os navegadores – no último mês foi responsável por 67% de toda a participação dos usuários em navegadores – o LBS perdeu o brilho. Ainda assim, o Google planeja trazer a capacidade para o browser. (É sempre necessário antes um add-on do Chrome).

“A funcionalidade do suporte ao navegador legado está sendo incorporada ao navegador Chrome, e a extensão separada não será mais necessária”, disse o Google. No entanto, o complemento permanecerá na Chrome Web Store após o lançamento do Chrome 75, para que as organizações que rodam versões mais antigas do navegador ainda tenham acesso ao LBS.

Google Chrome 75: fim do cancelamento de isolamento do site
Apresentado no final de 2017 no Chrome 63, o Site Isolation (Isolamento de Site) é uma tecnologia defensiva que separa páginas de sites diferentes em diferentes processos. Cada processo é executado em um “sandbox”, o qual restringe o que o processo pode fazer, tudo como parte de um esquema para isolar malwares do navegador como um todo e do sistema operacional do dispositivo.

O isolamento do site foi ativado em etapas até que, em meados de 2018, ele foi ativado para praticamente todos os usuários do Chrome. Atualmente, apenas os dispositivos gerenciados conseguem desativar o recurso. A partir do Chrome 75 – atualmente programado para ser lançado em 4 de junho – isso terminará. “Resolvemos os problemas reportados e, a partir do Chrome 75, removeremos a possibilidade de desativar o isolamento de sites no computador usando as políticas SitePerProcess ou IsolateOrigins”, afirmou o Google.

Chrome 76: Flash bloqueado por padrão
Há quase dois anos, a Adobe anunciou que iria finalmente enterrar o Flash Player – um aplicativo que, de muitas formas, chegou à web – no final de 2020. Os Fabricantes de navegadores como o Google, então, detalharam como terminariam seu suporte ao Flash.

Embora o Google tenha limitado o Flash há anos – no final de 2016, ele foi desativado por padrão e restrito a vários sites, incluindo Amazon, Facebook e YouTube – neste verão, o Chrome instituirá um bloqueio completo do Flash. Com o Chrome 76, que será lançado no dia 30 de julho, o Flash será desativado por padrão. Os usuários individuais poderão voltar a usar o padrão em “Pedir para usar o Flash” nas configurações (até o Google finalizar o apoio ao projeto Chromium em dezembro de 2020) e as empresas continuarão controlando o uso do Flash por meio do DefaultPluginsSetting, PluginsAllowedForUrls e políticas PluginsBlockedForUrls.

Chrome ??: Versão reversa
O Google irá adicionar um processo de reversão do navegador para empresas que querem voltar para uma versão mais antiga do Chrome, conforme revelado pela companhia em sua mais recente orientação dada aos administradores de TI.

A funcionalidade estará disponível apenas para clientes que usam as políticas de grupo do Windows para gerenciar o Chrome. “A nova ((grupo)) política permitirá que os administradores retrocedam em conjunto com a política existente no TargetVersionPrefix ADMX”, afirmou o Google. O Google nomeará a nova política de grupo como RollbackToTargetVersion.

O motivo mais provável para querer reverter o Chrome para uma versão anterior seria porque o navegador mais recente causou problemas, talvez algo relacionado à compatibilidade de aplicativos ou ao fluxo de trabalho de missão crítica.

Quando uma reversão é implementada, o Google recomenda que os clientes ativem o recurso sincronização do navegador ou, alternativamente, os Roaming User Profiles, que permitem o acesso aos favoritos, senhas, extensões e anúncios em vários computadores. Não fazer isso significa que os dados sincronizados de versões posteriores não serão utilizáveis por edições mais antigas, incluindo o que foi revertido para versões anteriores.

Não surpreendentemente, o Google advertiu: “Use esta (política de reversão) por sua conta e risco”.