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Cibersegurança adaptável é chave em um mundo sem perímetros

Executivo da IBM alerta que mobilidade desafia proteção em um mercado altamente conectado e sem fronteiras

Déborah Oliveira

27/03/2019 às 9h16

Foto: Shutterstock

Não faz muito tempo, empresas tinham muros que as protegiam de ameaças virtuais. A mobilidade e o crescimento de coisas conectadas, contudo, mudaram todas as regras do jogo, desafiando a cibersegurança. Dados de 2018 do Bank My Cell mostram que são 8,6 bilhões de smartphones em todo o mundo e, segundo o Gartner, até 2020 serão mais de 20 bilhões de dispositivos conectados.

Como garantir a segurança de empresas e de devices conectados o tempo todo? Parece impossível e realmente é, pois além de o mundo ter mais coisas conectadas, os cibercriminosos criam técnicas cada vez mais sofisticadas e atuam de forma silenciosa. Estudo da IBM prova o quadro. O tempo médio para identificar uma violação de dados no Brasil, segundo o Cost of a Data Breach 2018, foi de 240 dias no último ano, e o tempo médio para conter uma violação de dados, uma vez identificado, foi de cem dias.

“Hoje, a segurança tem de ser adaptável, especialmente em um mundo sem perímetros, onde se discute biometria ou segurança comportamental”, sentencia João Rocha, líder de Segurança da IBM Brasil.

Segundo Rocha, hoje o perímetro não existe mais e pressupõe que empresas monitorem e garantam a segurança da identidade do usuário por meio da análise comportamental. O quadro tem feito companhias ampliarem seus investimentos em cibersegurança.

Estimativas de mercado indicam que ainda neste ano organizações devem começar a adotar a autenticação contínua para proteger informações de identificação. Com essa tecnologia, rastros biométricos dos usuários poderão determinar a identidade sem incorrer em brechas de privacidade, riscos e custos que a biometria tradicional ou a análise comportamental gera.

O relatório da IBM X-Force Threat Intelligence Index 2019 constatou que o aumento das medidas de segurança e conscientização por parte das organizações tem surtido efeito e está levando os cibercriminosos a alterar suas técnicas em busca de um melhor retorno do investimento. Como resultado, o relatório aponta duas grandes mudanças: a diminuição do uso de malware e a prática de ransomware (que obriga o pagamento de dinheiro ou bitcoin para acessar o sistema).