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Klabin aprimora extração de lignina com uso de tecnologia

Novidade permitirá à companhia realizar estudos e testes em larga escala com a substância, voltados para novos fins comerciais

Da Redação

22/03/2019 às 14h03

Foto: Shutterstock

A Klabin, produtora e exportadora de papéis para embalagens do Brasil, adquiriu, recentemente, uma tecnologia para extração de lignina, que permitirá à companhia realizar testes em larga escala com o produto.

A aquisição faz parte do aporte divulgado em setembro do ano passado, durante o Inova Klabin. Na ocasião, a empresa anunciou investimento de R$ 32 milhões em seu programa de pesquisa e desenvolvimento para a construção de um Parque de Plantas Piloto, na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba (PR). No local, será possível simular uma unidade fabril para realização de estudos e testes industriais em novas frentes de pesquisa, como a lignina e a celulose microfibrilada (MFC).

“A construção do Parque já foi iniciada e a previsão é que esteja em operação até o final do ano. No local, optamos por instalar uma planta com a tecnologia Lignoboost, fornecida pela Valmet, adquirida recentemente pela companhia, que terá capacidade de produzir até 1 tonelada de lignina por dia”, afirma Francisco Razzolini, diretor de Tecnologia Industrial, Inovação, Sustentabilidade e Negócio de Celulose.

A Klabin tem apostado forte em pesquisa em seu Centro de Tecnologia, voltado ao desenvolvimento de tecnologias e aplicações sustentáveis. A lignina, produzida em larga escala nas unidades industriais de celulose, também poderá ser utilizada para diversos usos, como resinas, utilizada em chapas, compensados e abrasivos; em plásticos, ampliando a porcentagem de matéria-prima renovável e como fibras de carbono, substituindo o uso de materiais de origem fóssil.