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Diversidade como estratégia

Diversidade ajuda a aumentar a gama de oportunidades para as pessoas, mas também para a organização

Caroline Schmitz*

07/03/2019 às 9h13

Foto: Shutterstock

A conquista de espaços de liderança pelas mulheres nas empresas é algo recente no Brasil. Chegar ao nível de diretoria ou presidência era um sonho realizado por poucas — e não por falta de competência. A diversidade nas empresas — de gênero, cor, religião etc — ajuda não só a aumentar a gama de oportunidades para as pessoas, mas também para a própria organização. Se o público de todo negócio é diversificado, uma equipe plural possibilita desenvolver produtos e soluções que atendem às necessidades de um universo maior de potenciais clientes.

Aos poucos as empresas vêm percebendo isso. De acordo com a pesquisa Panorama Mulher 2018, realizada pela empresa de recrutamento Talenses em parceria com o Insper, instituto de educação e pesquisa, 18% das empresas no Brasil têm mulheres em cargos de presidência. A pesquisa foi feita com base em respostas de 920 companhias com sede no Brasil, na América do Norte e na Europa.

O percentual das líderes mulheres influencia na presença feminina em outros cargos de gestão: em companhia lideradas por homens, as mulheres ocupam, em média, 18% dos cargos de vice-presidência, 23% de diretorias e 10% em conselhos; já quando o negócio tem uma presidente, os números sobem para 34%, 45% e 41%, respectivamente.

Em empresas inovadoras que querem causar um impacto positivo na sociedade, ter uma cultura que respeita e incentiva a diversidade faz parte do dia-a-dia. Dessa forma, os gestores conseguem ter percepções diferentes sobre situações recorrentes, discuti-las e encontrar soluções entendendo a realidade de cada funcionário e/ou cliente. Olhando para a área de gestão de pessoas, a prática estimula o engajamento dos colaboradores, que se sentem acolhidos no ambiente empresarial.

Acredito que a diversidade, portanto, deixou de ser opção. Líderes mulheres, homens, negros e negras, de diferentes classes sociais e religiões devem conviver para entender a pluralidade dentro da companhia e fora dela — por meio dos seus clientes. A partir de agora é regra: para conquistar o mercado, e as pessoas, é preciso respeitar e valorizar a diversidade.

*Caroline Schmitz é VP de gestão de pessoas da Cheesecake Labs