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Carnaval: interatividade e segurança juntas

Dentro do cenário de preocupação, consideramos, mais uma vez, a tecnologia como um álibi da sociedade

Eric Moreira*

04/03/2019 às 15h11

Foto: Shutterstock

Onde há diversão, também há preocupação, ainda mais quando o assunto é Carnaval. Nas ruas, nas avenidas e nos bailes, a segurança é primordial nos dias de hoje para preservação de todos. Partimos do princípio que somente é divertido quando as pessoas se sentem seguras e felizes.
A questão da segurança continua sendo uma das principais preocupações da sociedade. Garanti-la, principalmente em grandes eventos, é um dever de todos os envolvidos, a fim de proporcionar às pessoas o direito de se divertir sem ter qualquer tipo de problema como a violência, seja física ou moral. No entanto, infelizmente ainda acompanhamos situações adversas e inconvenientes, quando a tarefa de se divertir extrapola os limites da lei e da liberdade e acabam com ações passíveis até de punições legais.

Dentro deste cenário, consideramos, mais uma vez, a tecnologia como um álibi da sociedade. Nos dias de hoje, podemos ter várias coberturas de áreas em grandes eventos com as câmeras de reconhecimento facial e um rigoroso banco de dados. Por meio de um processo automatizado, é possível encontrar qualquer pessoa procurada, em questão de minutos. Outra possibilidade é o rastreamento do trajeto das pessoas pelo mesmo software.

Vamos imaginar um monitoramento temporário por câmeras de segurança inteligentes com recurso de reconhecimento facial embarcado e uma ou mais bases móveis de apoio com a recepção de informações coletadas em tempo real por estas câmeras. Quando estão estrategicamente posicionadas, registram e processam, em seu banco de dados proprietário ou por meio de um servidor, as imagens e rosto das pessoas, gerando alertas em questões de segundos e fazendo com que o procurado seja rapidamente notificado.

Com as técnicas avançadas do algoritmo de Deep Learning (aprendizado da máquina, baseado em um conjunto de dados) e compressão das imagens, existem câmeras que gerenciam um banco de dados próprio de até 10 mil faces e processam simultaneamente mais de 15 faces por segundo. A taxa de reconhecimento é de 3 faces por segundo. Podem ser integradas com o banco de dados da Polícia Militar, por exemplo, importando ou exportando fotos de pessoas suspeitas ou procuradas. Essas informações podem ser transmitidas em questões de milésimos de segundo para o servidor central coletor de dados.

Ainda por meio dos metadados, é possível coletar os atributos faciais das pessoas. Então, além do reconhecimento, o sistema de segurança consegue dizer a idade aproximada da pessoa – muito próxima à idade real – e como ela estava vestida. Ou seja, nem mesmo os adereços do Carnaval podem prejudicar o sistema inteligente de segurança.

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Tendo todos estes atributos extraídos e junto ao reconhecimento facial, os organizadores dos eventos não somente protegem seus participantes e convidados, bem como geram interação com eles. A recepção VIP de boas-vindas, controle de presença, sorteio de brindes baseado no perfil de cada pessoa e outras inúmeras ações criativas de marketing podem ser utilizadas como forma de agradar ambas as partes.

Carnaval seguro e divertido agora tem mais valor com o sistema de segurança por câmeras de vigilância. Certamente, daqui para a frente, veremos esta prática sendo aplicada nas principais capitais carnavalescas do Brasil.

*Eric Moreira é engenheiro de pré-vendas da Dahua Technology