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Chairman da Huawei dispara contra EUA: “Acusações sem nenhum fundamento”

Executivo respondeu aos ataques de que a companhia efetua espionagem

Déborah Oliveira

26/02/2019 às 10h35

Foto: Déborah Oliveira

Guo Ping, chairman rotativo da Huawei, aproveitou a abertura do segundo dia de Mobile World Congress (MWC), realizado nesta semana em Barcelona, na Espanha, para abordar a evolução da estratégia de 5G da empresa chinesa. O executivo indiciou que a fabricante está bem posicionada globalmente para liderar a evolução da próxima geração de telecomunicação móvel.

O destaque, contudo, ficou por conta da resposta às declarações dos Estados Unidos de que a companhia efetua espionagem de forma ativa por meio dos seus equipamentos. “As acusações dos Estados Unidos não têm nenhum fundamento”, disparou Ping. “Não operamos a rede das teles ou temos acesso a dados. Não fazemos nada de ruim. Não temos, nem nunca tivemos backdoors e não permitiremos que ninguém faça isso em nossos equipamentos”, disse.

Ele aproveitou, ainda, para alfinetar a velocidade de conexão dos Estados Unidos. "Estou totalmente de acordo com o presidente Trump: os EUA precisam de mais velocidade de conexão", lançou.

Ping enfatizou que as soluções 5G da Huawei são 20 vezes mais rápidas em laboratórios do que as usadas atualmente nos EUA. O executivo apontou, ainda, que as inovações da chinesa avançam rapidamente. Como exemplo, citou uma antena que possui 99% menos componentes do que há anos, e afirmou que o 5G da fabricante é capaz de atingir uma velocidade de conexão de 14 Gbps com apenas 100 Mhz. "Somos também a única empresa que pode implantar 5G em larga escala", garantiu.

No último mês, uma crise entre os países se instalou e o atrito entre Huawei e Estados Unidos é parte de uma guerra comercial. No ano passado, inclusive, Washington D.C. começou a pressionar aliados a rejeitarem aparelhos dos chineses.

Ping disse no MWC que a segurança é tema prioritário para a empresa. “Não podemos usar bola de cristal para gerenciar a segurança. Para construir um sistema seguro, é preciso responsabilidade e regulamentações e a resposta está em três áreas: provedores de tecnologia, operadoras e indústria e reguladores”, listou.

Falando sobre provedores de tecnologia, Ping reforçou que o papel da indústria é ficar em linha com padrões e construir equipamentos seguros. De acordo com ele, a Huawei fez uma série de progressos no 4G e o 5G é certamente mais seguro.

Por fim, o charmain lembrou que a indústria tem de atuar de forma conjunta para reforçar a segurança e construir padrões. “Deixem os especialistas decidirem se somos seguros ou não”, afirmou.

*A jornalista viajou a Barcelona a convite da Huawei

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