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Com AI, 5G, big data e IoT, possibilidades de conectividade são infinitas

Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, acredita no potencial combinado das tecnologias

Déborah Oliveira

25/02/2019 às 14h32

Foto: GSMA/Divulgação

A combinação de 5G, inteligência artificial (AI), internet das coisas (IoT) e big data mudará o mundo e criará possibilidades infinitas. É o que acredita Mats Granryd, diretor-geral da GSMA, entidade que representa os interesses das operadoras móveis de todo o mundo. Na abertura do Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, o executivo destacou que o fortalecimento da conectividade é uma promessa de um futuro melhor para todos.

Com quase 9 bilhões de conexões em todo o mundo, o mobile já é uma das plataformas mais adotadas. A conectividade, no entanto, começa agora a entrar em uma era de contextualização e experiências personalizadas.

O executivo destacou algumas das iniciativas que pautarão o futuro, como o aprendizado via holograma possibilitado pelo 5G. A inteligência artificial materializada por um assistente pessoal que vai permitir aplicações muito além do Google Home, carros autônomos com respostas rápidas em razão da internet das coisas e a inteligência dos dados ajudando a antecipar casos de tuberculose, por exemplo. “Ao examinar dados digitais, podemos prever onde a próxima onda de tuberculose acontecerá e levar iniciativas educativas e de saúde antes que ela aconteça”, contou.

Era 5G

O executivo indicou a rede 5G já está a caminho com lançamentos comerciais previstos para este ano nos Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. A GSMA Intelligence prevê que haverá mais de 1,3 bilhão de conexões 5G globalmente até 2025, cobrindo 40% da população global. As redes 5G apoiarão essa revolução.

“É uma oportunidade para criar uma rede ágil e construída especificamente para as diferentes necessidades dos cidadãos e da economia. No entanto, é imperativo que todas as partes interessadas trabalhem em conjunto para garantir que a 5G seja padronizada, regulamentada e levada ao mercado com sucesso”, reforçou.

Segundo Granryd, para que seja efetiva, a era digital demandará a execução de um framework, composto por quatro elementos: espectro harmônico, atuação orquestrada da indústria, todos jogando o mesmo jogo e privacidade e proteção de dados. “A conectividade inteligente é chave no futuro”, finalizou.

*A jornalista viajou a Barcelona a convite da Huawei