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SAS Brasil cresce 7% nos últimos oito anos e mantém otimismo

Segundo presidente da empresa, Cássio Panteleoni, grande aposta está na venda de software como serviço

Déborah Oliveira

20/02/2019 às 18h04

Foto: Divulgação/SAS

O último ano foi pautado por desafios macroeconômicos, como Eleições e postergação de compras em razão da instabilidade econômica. Mesmo diante desse cenário, o SAS Brasil registrou crescimento dos negócios. Pelo oitavo ano consecutivo, a empresa saltou em uma média anual de 7% em solo nacional.

Em conversa com jornalistas em São Paulo, Cássio Panteleoni, presidente do SAS Brasil, destacou que o último trimestre foi de grande sucesso, quando as empresas tiraram projetos da gaveta. “O quarto trimestre de 2018 sozinho foi responsável por 40% de toda a receita com novas vendas”, destacou ele. Entre os setores que mais investiram em soluções analíticas estiveram finanças, com salto de 59%, e telecomunicações, com expansão de 29%.

O executivo destacou que a América Latina ganha cada vez mais representatividade nos negócios globais do SAS. Em 2018, a região foi responsável por 4% do crescimento global na comparação com 2017. O Brasil foi o País que mais deu resultados na região – principalmente no setor privado –, correspondendo a 33% do faturamento na região, seguido por México, Caribe e América Central (31%), Argentina (14%), e Chile, Peru, Colômbia e Equador (11% cada um).

Os bons resultados da empresa estiveram apoiados em uma reformulação da estratégia do SAS, que assim como toda a indústria de tecnologia tem migrado do modelo de licenças permanentes para o de assinatura. Assim, um dos destaques de 2018 esteve no crescimento de 90% do Remote Management Software Services (RMSS) e Hosting Management Services (HMS). “Foi uma transformação rápida”, destacou Pantaleoni.

Aposta no canal

Desde sua fundação, em 1976, o SAS vendia suas soluções diretamente ao mercado. Em 2015, a empresa estruturou seu programa de canais e passou a apostar no ecossistema. Daniela Fontolan, diretora de Alianças e Canais do SAS para América Latina, contou que a companhia tem feito um trabalho intenso para desenvolver seus parceiros. O foco agora é no fortalecimento de competências e não no aumento da rede. “No Brasil, a participação dos canais foi de 44%”, revelou. Atualmente, a empresa conta com um time de 51 parceiros, sendo dez deles atuantes nas contas atreladas ao governo.

Daniela contou que o SAS tem trabalhado com os canais em um modelo diferenciado de vendas, incentivando não só a venda como serviço, como também a atuação como service provider.

Para 2019, prosseguiu, a empresa pretende atuar sob um novo modelo de segmentação de clientes, sendo um deles voltado para as contas mais estratégicas do SAS. “Entre os outros dois, um deles refere-se às contas ligadas ao setor financeiro e o outro aos demais setores, junto com o setor público”, disse.

Oferta sob demanda

Pantaleoni aproveitou a conversa com a imprensa para adiantar que o SAS terá um novo foco de atuação neste ano, garantindo foco total no cliente. Assim, o executivo anunciou o Agile AX (Agile Analytics), que inicialmente será aplicado aos clientes mais estratégicos da companhia. Trata-se de uma abordagem que consiste na oferta de soluções customizáveis e flexíveis, e que proporcionam uma nova experiência com a inteligência analítica, definiu.

Na prática, disse o presidente do SAS Brasil, o novo modelo deverá ajudar clientes a reduzir custos quanto ao uso das nossas tecnologias analíticas, de forma rápida, acelerando a conquista de resultados de negócios.

O executivo explicou que o modelo busca levar agilidade necessária para lidar com os avanços decorrentes da 4ª Revolução Industrial, da digitalização e da demanda por processos analíticos mais estruturados e industrializados. O objetivo é fortalecer o relacionamento com os clientes e ajudá-los a obter respostas mais rápidas para os problemas de negócios, que resultem em ganho de escala e redução de custos de até 30%.

Otimismo

Pantaleoni mostrou otimismo quanto ao crescimento da empresa neste ano. Ele não abriu números, mas dados de mercado indicam que haverá expansão na contratação de TI em 2019. A previsão da IDC é de que os investimentos em TI em 2019 tenham crescimento de 10,5% no País, decorrente de processos de transformação digital, substituição de tecnologias e venda de dispositivos.

A consultoria aponta que o mercado está mais amadurecido e buscando uma maior interação entre as áreas de tecnologia e negócios e otimização dos custos. A aquisição de soluções analíticas, inclusive, aparece em segundo lugar na lista de prioridade das empresas, com previsão de movimentar US$ 4,2 bilhões.