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Brasil evolui para nova geração de outsourcing

Para executivo da Wipro, País vive fase atualizada do modelo, em uma jornada essencialmente digital e em cloud

Déborah Oliveira

18/02/2019 às 8h32

Foto: Shutterstock

A evolução da estratégia das empresas faz com que elas procurem parceiros para acelerar projetos de terceirização, deixando a gestão interna focada no coração dos negócios e na inovação. Assim, a adoção do outsourcing tem crescido e está na mira a expansão da nuvem. Relatório de dezembro de 2018 da consultoria ISG indica que potenciais economias e redução de incidentes estão levando mais empresas brasileiras a migrar cargas de trabalho para a nuvem.

Em razão desse quadro, o Brasil vive hoje nova onda da terceirização, avalia Mukund Seetharaman, vice-presidente e head de negócios da Wipro América Latina. Em 21 anos de Wipro, o executivo atuou em cinco regiões e faz um comparativo sobre essa nova fase por aqui e na Europa, onde atuou mais recentemente, antes de mudar para o México. “O mercado europeu passou por talvez dois ou três níveis de outsourcing. A transformação, que era a escolha mais certa para redução de custo migra agora para impactar os negócios”, conta.

Em sua visão, a América Latina caminha, como um todo, para ampliar a busca por outsourcing, ainda mantendo o custo como prioridade, mas de olho em automação, cloud computing e em busca de benefícios futuros. “No Brasil, vejo diferentes níveis de maturidade dessas ondas em alguns segmentos. Os bancos, por exemplo, estão muito além da segunda geração”, observa.

O setor financeiro, inclusive, é forte alvo de investimento da Wipro, indica o executivo. Tanto que a empresa montou uma unidade digital no InovaBra, ecossistema criado pelo Bradesco para promover coinovações. “Trabalhamos com startups e bancos para levar inovação ao mercado.” A Wipro também mantém um fundo de US$ 100 milhões anual para investir em startups iniciais e intermediárias e gerar mais novidades ao mercado.

Localização é a chave

Apesar de ser uma empresa internacional, nascida na Índia, Seetharaman assegura que a Wipro entende as necessidades locais e um dos seus diferenciais de atuação por aqui é a localização. “Somos uma empresa local, com talentos locais e investimento global.”

A companhia entende o desafio de desenvolver profissionais no Brasil, mas investe pesado no tema, revela o executivo. A todo o momento, a companhia contrata colaboradores e os capacita. “O crescimento sustentável só acontece por meio de um time alinhado e treinado”, completa.

Aposta na nuvem

Seetharaman contou à Computerworld Brasil que uma das grandes apostas da Wipro neste ano é a nuvem. Ele acredita que o portfólio da empresa é parrudo, mas o reforço em cloud é necessário por uma demanda do próprio mercado, que inicia agora uma nova fase de adoção de soluções em data centers espalhados pelo mundo. “É uma estratégia-chave para nós”, finalizou.