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2019 será ano de consolidação para IBM na América Latina

Executivos entendem que, além da expectativa de crescimento, ideia é de colher frutos de investimento executados na região

Vitor Cavalcanti

14/02/2019 às 14h25

IBM
Foto: Shutterstock

Se 2018 foi um ano de importantes investimentos da IBM na América Latina, além de crescimento forte em todos os países, como afirma a presidente da companhia para a região Ana Paula Assis, 2019 deve ter como marca a consolidação de todas as iniciativas e uma espécie de colheita de frutos advindos dessas apostas.

“Apesar de ter sido um ano desafiador, a IBM ampliou participação de mercado e acelerou penetração de imperativos estratégicos, que são as áreas novas da empresa, onde se faz investimentos, cloud, analytics, inteligência artificial e segurança”, comentou Ana Paula. “Para 2019 temos um pipeline de projetos, mas capturaremos oportunidade, então, será um ano de consolidação em função das apostas que fizemos em 2018. Já vínhamos trabalhando com essa visão de construção para capturar o que será em 2019”, completou.

Entre os investimentos realizados ao longo do ano passado na América Latina e que devem trazer resultados em 2019 estão os US$ 5,5 milhões investidos na criação de um hub de blockchain no Brasil, que já tem revertido em clientes, além de um centro de inovação em parceria com o Bancolombia, na Colômbia, e um centro de cibersegurança em parceria com o Tecnológico de Monterrey, no México.

Além da perspectiva positiva pelo retrospecto de 2018 e de apostas internas, a presidente da IBM para América Latina entende que existe um movimento inclusive dos governantes da região para que novas coisas possam acontecer no desenvolvimento de tecnologias emergentes na região. Ela cita, por exemplo, a Agenda 2030, da Argentina, o Colômbia Cloud-Firts e a própria lei de dados aprovada no Brasil como marcos importantes.

“Esperamos um ano melhor que 2018 e o Banco Mundial diz que, até 2020, o crescimento do PIB da AL será superior ao das economias avançadas, isso depois de seis anos de estagnação. Existe um sentimento de otimismo geral nos países da região, por conta de uma definição maior, a maioria passou por seus processos eleitorais e sabemos quem são os líderes e suas políticas, o que traz mais segurança para os próximos anos”, argumentou.

Avanço forte no Brasil

Se o olhar regional é positivo, quando se fala especificamente de Brasil não é diferente, como avalia o presidente da companhia para o País, Tonny Martins. Ele afirmou que, em termos de crescimento, 2019 poderia ser até uma cópia de 2018 de tão positivo que foram os resultados, com aumento de market share, avanço forte em projetos de inteligência artificial e o que ele chamou de grata surpresa no grupo de pequenas e médias empresas (PME).

“Onde mais crescemos foi analítica avançada, serviços de consultoria, cognitiva e toda plataforma de sistemas. Isso foi o que puxou, mas o crescimento em si foi balanceado. Crescemos em todas as linhas, inclusive, nas tradicionais e transacionais e no caso do Brasil já temos participação grande”, pontuou, para completar: “no que chamamos de pequenas e médias empresa, que são contas atendidas via nossos parceiros, foi até uma grata surpresa, e trabalhamos muito para que eles entendessem nossas soluções e plataformas para leva-las a essas empresas, porque antes chegava, mas era de forma pontual. Os negócios por meio de parceiros em pequenas e médias cresceram 3 dígitos em 2018.”

Em termos de expectativas para 2019, Martins corrobora com Ana Paula, dizendo acreditar tanto nos resultados que virão dos investimentos, mas, também, em uma agenda positiva que parece estar criada no País. “Temos que trabalhar para o Brasil dar certo e tecnologia tem papel fundamental nisso. Acreditamos na democratização e melhora de serviços fundamentais por meio da tecnologia. Teremos oportunidades em todos os setores, inclusive em governo, e entendemos que governo pode agregar muito. Tudo que tiver relação com qualidade de serviços, eficiência, personalização, capacidade de automação dentro do governo, podemos aplicar inteligência artificial.”

*O jornalista viajou a San Francisco a convite da IBM

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