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No Brasil, Satya Nadella fala em democratizar a inteligência artificial

Executivo abriu o Microsoft AI+Tour em São Paulo e compartilhou sua visão sobre o conceito intensidade tecnológica 

Déborah Oliveira

12/02/2019 às 14h00

Foto: Déborah Oliveira

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“Há um senso de otimismo sobre o que a tecnologia pode significar para o Brasil e seu impacto na economia e na sociedade.” Foi com essa visão que Satya Nadella, CEO da Microsoft, abriu o AI+Tour, evento da empresa em São Paulo que mira a aplicação da inteligência artificial (AI) nos negócios.

A computação, destacou, está sendo embutida no mundo real e trazendo à tona o conceito de intensidade tecnológica, segundo o qual empresas e governos aceleram a adoção tecnológica. “Pela primeira vez há uma enorme oportunidade de conquistar avanços em tecnologias digitais, especialmente em AI para empoderar organizações no Brasil a conquistar mais”, disse Nadella.

Segundo ele, a missão da Microsoft é, portanto, empoderar pessoas e empresas para obter todo o potencial dessa intensidade tecnológica. “Não é a tecnologia pela tecnologia, mas a busca por produtividade, eficiência e competitividade”, completou. “Queremos transformar a sociedade para prosperar na era digital.”

Poder da AI

O executivo destacou a nuvem da Microsoft, a Azure, como uma das tecnologias que podem gerar benefícios para as empresas. Já são 54 data centers globais, sendo um deles no Brasil, que crescem em tamanho e capacidade. Pelas contas de Nadella a capacidade tecnológica desses centros de dados faz possível ir e voltar à Lua três vezes. Outra grande evolução da empresa, destacou, é em inteligência artificial. “Temos feitos importantes avanços desde 2016”, comentou, ressaltando a evolução da linguagem natural.

Ele citou exemplos de empresas locais que usam o potencial combinado da nuvem e de inteligência artificial para impulsionar negócios. O festival de música Rock in Rio, por exemplo, adotou Microsoft Azure para hospedar seu website em 2017. A infraestrutura tecnológica foi desenvolvida para receber mais de 300 mil requisições simultâneas por minuto em um único dia e o website registrou 18 milhões de visualizações nos sete dias de atrações.

O Hospital 9 de Julho, em São Paulo, usou AI para prevenir a queda de pacientes nos leitos hospitalares, uma das principais causas de prolongamento do tempo de internação, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O instituto de reabilitação Lucy Montoro, por sua vez, está utilizando AI e aprendizado de máquina para tornar a fisioterapia mais eficiente para os pacientes.

A AACD também vai iniciar um projeto para o uso de AI com a mesma finalidade. A MAN Latin America utiliza Dynamics 365 em sua plataforma para integrar as áreas de vendas, marketing e pós-vendas com a rede de concessionárias para maximizar a experiência dos clientes e alavancar oportunidades de negócios.

A Coopercitrus, cooperativa de produtos rurais, apostou no Azure AI para, junto de drones, coletar imagens e analisar onde aplicar fertilizantes na terra. “Antes, essa tarefa era executada manualmente. É muito interessante ver como a democratização da AI.” Além dos exemplos das grandes, Nadella também citou a Padaria Real, em São Paulo, que gerencia o inventário por meio de geolocalização usando as tecnologias da Microsoft.

Competências da nova era

Na nova era, pautada pela intensidade tecnológica, Nadella reconhece um desafio: capacitar pessoas para que tenham as competências adequadas do futuro. Como parte do compromisso da Microsoft de promover a educação no Brasil, Nadella anunciou parceria entre Microsoft, SESI e SENAI para oferecer treinamentos sobre IA gratuitamente para estudantes dessas instituições.

Democratização da tecnologia

Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil, que está há um mês à frente da operação reforçou que a chegada da tecnologia está provocando fortes transformações em vários segmentos. “Não podemos mais falar de futuro. Essa revolução está acontecendo hoje. Vivemos hoje no Brasil um momento único de revolução digital, que pode trazer de volta o crescimento econômico e a competitividade.”

As tecnologias, disse, chegam para empoderar o ser humano e ampliar suas capacidades. “Estamos democratizando a tecnologia, levando inteligência artificial para todos”, concluiu.