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Para Veritas, estratégia multicloud deve ser acompanhada de backup

Executivo apresenta motivos e avisa que software defined storage chega para minimizar desafios

Déborah Oliveira

11/02/2019 às 9h21

Foto: Shutterstock

A era da multicloud chegou e com ela a preocupação sobre como manter a privacidade e a integridade dos dados que estão em CEPs completamente diferentes. A questão ganhou ainda mais força depois de tantos vazamentos, como o que aconteceu com o Facebook e mais recentemente com o serviço de nuvem Mega.

Para apimentar ainda mais a discussão, passaram a vigorar tanto a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que tem objetivo de aumentar a privacidade de dados pessoais e o poder das entidades reguladoras para fiscalizar organizações no Brasil, quanto o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), que busca criar parâmetros para as leis de privacidade de dados de todos os cidadãos europeus.

Scott Genereux, vice-presidente-executivo de Worldwide Field Operations da Veritas (foto), alertou em entrevista à Computerworld Brasil que as empresas precisam ficar atentas não só aos temas privacidade e integridade na nuvem, como também com o backup. “Quando levam dados para a nuvem, empresas têm a percepção de que não precisam de backup, pois o provedor cuidará de tudo”, observou ele. Mas a realidade é bem diferente. É preciso, recomendou, criar uma rotina de backups também na nuvem.

O cenário pode parecer desafiador quando uma companhia conta com diferentes clouds, mas Genereux relatou que é possível superar o desafio com a ajuda do software e da estratégia de software defined storage (SDS), que move dados entre nuvens e facilita o trabalho.

“No caso da Veritas, nosso software além de mover dados entre nuvens, faz com que as empresas fiquem compliance, pois a tecnologia mostra onde está a informação e quem foi a última pessoa a acessá-la”, explicou o executivo.

Estudo global da Veritas endossa a questão ao identificar que 86% dos entrevistados estão preocupados com o tema. Quase 20% dos respondentes do levantamento relataram temer que a não conformidade possa colocá-los fora do negócio. Além disso, quase um terço (32%) dos entrevistados teme que a tecnologia atual não consiga gerenciar seus dados de forma eficaz, o que pode dificultar a capacidade de pesquisar, descobrir e revisar dados - todos os critérios essenciais para a conformidade. “Compliance é uma necessidade premente das empresas e urgente”, finalizou o executivo.