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Medida da Anac pode parar produção do setor eletroeletrônico, diz Abinee

Revista de auditores em aeroportos provoca atrasos para empresas do setor, alerta entidade

Da Redação

07/02/2019 às 12h16

avião carga
Foto: Shutterstock

Legenda: avião carga

Empresas associadas à Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estão sentido impactos negativos do atraso dos desembaraços alfandegários de alguns aeroportos do País e, segundo a entidade, podem até parar suas linhas de produção ainda esta semana. O motivo é a falta de insumos e matérias-primas importadas.

A Abinee afirma que os problemas tiveram início depois da edição pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de uma norma que obriga os auditores da Receita Federal fiscais que trabalham em aeroportos a passarem por revista física antes de ocuparem seus postos na aduana.

De acordo com a entidade, a medida tem provocado atrasos nos desembaraços aduaneiros, gerando prejuízos com paralisações de plantas industriais, além do aumento dos prazos e custos de armazenamento das mercadorias nos pátios da Infraero.

Associadas informaram à Abinee que, em alguns casos, o tempo de distribuição das mercadorias importadas passou de dois para 15 dias, provocando aumento de custos de armazenagem em até seis vezes. A justificativa é que empresas do setor eletroeletrônico trabalham no sistema just-in-time tendo, portanto, estoques reduzidos. Assim, atrasos na aduana comprometem as atividades, podendo facilmente paralisar a produção de grandes empresas.

Os aeroportos mais afetados, no caso do setor eletroeletrônico, são o de Viracopos, em Campinas (SP), e o de Guarulhos (SP).

Por fim, a associação dispara que é inadmissível que, em um cenário econômico em que se busca o aumento da produtividade e a desburocratização dos setores produtivos, haja tanta demora para solucionar um problema que impacta diretamente a indústria e outros segmentos da economia.