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Corrida pelo 5G continua em 2019

Tecnologia representa uma oportunidade para romper com algumas duras lições do passado

Frank Healy*

07/02/2019 às 9h22

5G
Foto: Shutterstock

As operadoras norte-americanas e asiáticas estavam especialmente interessadas em liderar o mercado 5G no ano passado, com anúncios de novos dispositivos e implementações. A corrida da indústria para ser "primeiro com 5G" é talvez um pouco menos relevante para alguns consumidores do que foi com 4G. Mais significativamente, talvez para os participantes da indústria, 2018 representou a prova 5G nas áreas de banda larga 5G (eMBB) ou acesso (FWA) com bolsões de avanço da IoT impulsionados por 5G, como na Coreia, onde as operadoras já usam 5G pela corrida na fabricação de produtos, bem como para veículos autônomos.

Esses casos de uso podem não abalar o mundo dos consumidores, embora possam representar novos fluxos de receita. O ecossistema 5G mais completo fornece uma infinidade de recursos adicionais, incluindo IoT eficiente e fatiamento de rede, para não mencionar as parcerias ad-hoc de terceiros, mas corre o risco de ser incompreendido pelos consumidores em meio à disputa do setor por simplesmente ser “o primeiro”.

As operadoras mais experientes farão bem em continuar a assegurar uma compreensão mais completa do que o 5G realmente oferece aos consumidores, assim como às empresas, em termos de benefícios relacionados à latência, velocidade, cobertura, capacidade, densidade e dispositivos. No recente evento da CES nos EUA, foi encorajador ver a Verizon continuar a adotar uma abordagem ampla para explicar o 5G como muito mais do que “outro G”. O 5G não é mais apenas o que a indústria pensa. É sobre o que o público e as empresas de todos os tamanhos pensam.

Com toda a conversa do setor sobre os padrões 3GPP e “funções”, também é fácil esquecer que existem enormes variações na dinâmica do mercado local que determinarão tanto a velocidade dos lançamentos de serviços quanto as ofertas específicas de serviços que a infraestrutura de rede mais moderna permite. O 5G não substituirá inteiramente o 4G por algum tempo. O 5G também não é “one size fits all, ou melhor, tamanho único que atende a todos”. O que é bom para uma operadora, pode não ser adequado à outra. A escolha de quais serviços priorizar e diferenciar entre a multiplicidade de opções potenciais será determinada por uma combinação de: i) espectro disponível ii) ambiente competitivo iii) compromissos de serviço anteriores iv) disponibilidade de dispositivos ev) parcerias mais amplas - como a parceria da AT&T com a Nvidia.

A atualização da rede de rádio é apenas o começo do 5G, embora seja importante. O 5G representa uma oportunidade para romper com algumas duras lições do passado. Extrema flexibilidade na forma de “desacoplamento” é uma diferença fundamental do 4G. O hardware tornou-se verdadeiramente dissociado do software baseado na nuvem, e o núcleo é dissociado de qualquer rádio licenciado ou não licenciado que esteja disponível. O núcleo mais inteligente, ao contrário do novo rádio, pode ser onde a verdadeira diferenciação estará em 2019: a capacidade de controlar e carregar de forma mais flexível (ao invés de hackear correções rápidas) para serviços - numa evolução dinâmica torna-se mais crítica do que nunca.

A Juniper Research (novembro de 2018) espera que as receitas de serviços 5G representem 38% do faturamento total das operadoras em 2025, ou cerca de US$300 bilhões. Claramente haverá vencedores e perdedores. Se 2018 foi um período ainda de aculturamento, adoção etc, a próxima fase será sobre diferenciação e controle. 2019 certamente será um estágio crítico nessa história.

*Frank Healy é Gerente de Marketing de Produto da Openet

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