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5 perguntas para o CEO: Leonel Oliveira, da Nutanix

Executivo detalha desafios e tendências do mercado de hiperconvergência

Déborah Oliveira

07/02/2019 às 13h55

Foto: Divulgação/Nutanix

A Nutanix nasceu há nove anos nos Estados Unidos pelas mãos de dois ex-engenheiros do Google com a proposta de promover o uso de infraestrutura de hiperconvergência nas empresas, um tema que conquista cada vez mais os negócios. Cresceu rapidamente e hoje soma mais de 4,3 mil funcionários. Os resultados acompanharam essa evolução e a Nutanix registrou globalmente no primeiro trimestre de 2019 receita de US$ 313,3 milhões.

No Brasil, desde que surgiu há seis anos, a empresa é comandada por Leonel Oliveira. “Começamos com duas pessoas aqui e ampliamos exponencialmente a quantidade de colaboradores”, resumiu ele o sucesso da companhia, sem citar números. A rápida aceitação do negócio em solo nacional, apontou o executivo, aconteceu em razão da necessidade de o mercado buscar na hiperconvergência um aliado para otimizar infraestrutura ao combinar armazenamento, computação e rede em um único sistema.

Com esse posicionamento, os planos para crescer no Brasil já estão a todo vapor no começo deste ano. Em entrevista à Computerworld Brasil, Oliveira fala sobre os desafios para os próximos meses. Confira.

Computerworld Brasil – Qual balanço faz dos seis anos de operação da Nutanix no Brasil e da sua gestão à frente dos negócios?
Leonel Oliveira - Começamos muitos cedo no mercado de hiperconvergência. Assim, o início da nossa atuação era bastante voltado para uma evangelização do mercado. Depois, os negócios passaram a entender os benefícios da abordagem e a investir. Em nossa chegada ao Brasil, tínhamos apenas duas pessoas aqui e ampliamos exponencialmente a quantidade de colaboradores. Também abrimos escritórios em Brasília e no Rio de Janeiro.

Ao agregar profissionais, OEMs, canais e investimentos em marketing, ampliamos os negócios e hoje temos uma taxa global de crescimento de 60% a cada trimestre e estamos presentes em quase 70% das cem maiores empresas em todo o mundo.

CW – E as empresas já entendem hoje os benefícios da hiperconvergência ou ainda precisa?
Oliveira – Entende, mas há muito produto no mercado que não entrega o que promete. Vemos projetos sendo executados sem que se entenda a necessidade do cliente. É a venda da solução pela solução. Além do entendimento da demanda, na Nutanix a oferta é pela liberdade. Assim, o cliente pode escolher, por exemplo, que tipo de nuvem quer integrar.

CW – O mercado está otimista ao investimento de tecnologia da informação neste ano. Quais são seus desafios à frente da Nutanix em 2019?
Oliveira – Fazer com que nosso crescimento seja consistente. No lado de carreira, busco sempre liderar o time pelo exemplo. Além disso, sempre dou autonomia para que a equipe tome decisões. É uma liderança exercida por todos que faz com que a coisas aconteçam mais rapidamente. Isso faz a diferença. Todo mundo tem liberdade e eles ficam desprovidos de medo. Tenho orgulho de dizer que somos uma engrenagem bem montada.

CW – Para companhias que estão mais avançadas no tema, qual é o erro número 1 que elas cometem quando investem na hiperconvergência?
Oliveira - A infraestrutura hiperconvergente pode ser uma grande mudança para talentos de TI versados em implementações de infraestrutura mais tradicionais. Com recursos de TI específicos focados em tarefas como armazenamento, redes ou administração de servidores, a ideia de casar essas disciplinas pode fazer com que os profissionais encontrem alguns desafios na jornada.

Com a hiperconvergência, o data center se torna mais proativo em vez de reativo, porque a infraestrutura está pronta para responder às solicitações de recursos de TI antes mesmo que as demandas sejam feitas. Esse cenário economiza tempo e dinheiro e reduz atrasos na entrega de serviços, bem como perda de oportunidades de mercado ou de vendas.

CW – Falando de tendências, qual você acredita que será a próxima grande onda da hiperconvergência?
Oliveira – A hiperconvergência sozinha tem resultado limitado. Mas se a turbinarmos com funcionalidades para tirar o peso dos ombros das empresas questões como a liberdade de ir e vir de nuvens, o cenário muda. A TI pode acabar com os altos custos de manutenção do data center e ainda com a sua complexidade. Com a nuvem cada vez mais descentralizada e o mundo definido por software, a hiperconvergência 4.0 chega para ficar.