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5 perguntas para o CEO: Rodrigo Guércio, da Lenovo Data Center Brasil

Dono de estilo agregador, executivo fala sobre mercado acirrado e desafios

Solange Calvo

05/02/2019 às 8h58

Foto: Divulgação/Lenovo

Rodrigo Guércio revela que participa ativamente do dia a dia da empresa, com estilo agregador, buscando entender e contribuir para a construção de um ambiente de integração. Na bagagem, reúne 20 anos de atuação no mercado de alta tecnologia e hoje comanda a Lenovo Data Center Brasil, desafio assumido desde julho de 2018, quando as operações de data center se tornaram independentes dentro do Grupo Lenovo no Brasil.

Ele atribui a conquista do cargo ao foco, disciplina e determinação, que sempre tiveram papel importante na sua jornada profissional, além da visão sistêmica e de entender os vários aspectos que influenciam no negócio, em um aprendizado contínuo.

O sonho de Guércio era se tornar diretor de uma multinacional antes dos 40 anos e conquistou antes, tornando-se um marco em sua trajetória. Hoje, no comando da Lenovo Data Center Brasil, vive e supera os novos desafios da era digital. Confira a seguir as respostas do executivo para esta seção exclusiva da Computerworld Brasil.

Computerworld Brasil – O mercado de data center ficou ainda mais disputado na nova era. Como avalia o posicionamento da Lenovo nessa arena aqui no Brasil?

Rodrigo Guércio – O Brasil é o principal mercado de data center da Lenovo na América Latina. Em 2018, já tivemos resultados expressivos e conseguimos dobrar nossa participação de mercado no País. Nosso foco para a região é desenvolver projetos elaborados de infraestrutura e implementações de data centers, baseados no portfólio completo de soluções da Lenovo com apoio de nossos parceiros, como é o caso com hiperconvergência.

CW – Qual diferencial é responsável por conquistar a preferência dos clientes? Muito além da tecnologia, acredita no poder das soft skills?

Guércio –  A Lenovo atende a demandas complexas e simples, oferecendo soluções em data center de acordo com a necessidade do negócio do cliente. Também buscamos expandir alianças com fornecedores de aplicações para entregar aos clientes uma solução completa e integrada de data centers. Além disso, o suporte integral de especialistas da empresa também é fundamental para a sustentação do nosso negócio.

Mais que a tecnologia, o que define, na minha opinião, a reputação de uma marca é o atendimento, a forma como uma companhia cuida dos seus clientes durante toda a jornada, incluindo pré e pós-venda, a atenção e o engajamento para oferecer uma boa experiência. Por isso, acredito no valor das “soft skills”. Novas gerações aprendem e valorizam “hard skills”, que é com o que se deparam quando saem da universidade.

CW – Em sua avaliação, quais tecnologias de data center de próxima geração são vitais para criar capacidade e poder de computação para as conexões em alta no roteiro da transformação digital?

Guércio – A Lenovo acredita que a transformação digital já aconteceu e que, agora, vivemos a era da Transformação Inteligente, que reflete a perspectiva de desenvolver soluções completas e funcionalidades inteligentes para ajudar nossos clientes a transformar seus negócios. Essa transformação é impulsionada por tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial, Cloud, Big Data, Virtualização e Internet das Coisas. A Lenovo está preparada para essa mudança e está focada em desenvolver soluções de hiperconvergência e networking.

CW – Qual o maior desafio de um data center para estar em linha com um mercado cada vez mais ávido por alta capacidade de processamento de dados, segurança e mobilidade?

Guércio – Novos modelos de consumo de tecnologia, tecnologias disruptivas que podem rapidamente ser implementadas e que trazem um retorno de investimento quase imediato, soluções que diminuem o tempo e o risco, ao mesmo tempo que habilitam as organizações a lançar soluções e a crescer mais rapidamente. Vivemos uma era em que velocidade, acesso e acuracidade podem ser decisivos para o sucesso. Soluções baseadas em Inteligência Artificial, gerenciamento de grandes massas de dados (big data) e, principalmente, os “insights” que podemos extrair desses dados definem hoje como devem ser os centros de dados das mais diversas organizações.

CW – Para este ano, a empresa estima qual percentual de crescimento, apoiado em qual estratégia?

Guércio – Para este ano, esperamos um crescimento significativo, ancorado em um foco ainda maior na operação de Data Center da Lenovo no Brasil. No último ano, dobramos nosso market share em servidores X86 e, para este ano, esperamos crescer mais rápido do que o mercado em outros segmentos e linhas. Temos uma trajetória e uma história interessante na indústria. A Lenovo se orgulha disso, e busca ser mais ativa e reconhecida, tanto por essa história quanto pelas competências técnicas.