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Memória e armazenamento de alta velocidade são motores da AI

Essenciais para as funções básicas da computação, soluções ganham protagonismo na estruturação de sistemas inteligentes

Ricardo Vidal*

01/02/2019 às 8h05

Foto: Shutterstock

As soluções de memória e armazenamento sempre foram centrais para as funções básicas da computação, mas nem sempre foram vistas como centrais para o valor que a computação criou. E a inteligência artificial (AI) está ajudando a mudar essa percepção.

A inteligência artificial foi um tema-chave de todas as conferências de tecnologia em que estive no ano passado. Uma pesquisa feita pela Accenture, Intel e SAS, e divulgada no fim de 2018, mostrou que 72% das empresas no mundo já usam a AI em uma ou mais áreas de negócio. No Brasil, esse número também já é expressivo – 65% das empresas já usam a tecnologia. E destas, 65% dizem usá-la para extrair insights de dados com maior rapidez.

Agora que os dados e a análise de dados são as medidas de criação e diferenciação de valor, a capacidade do computador de movê-los, interpretá-los e entendê-los rapidamente torna-se fundamental.

AI também se tornou rapidamente uma parte natural de nossa vida cotidiana. Hoje, há smartphones que usam a inteligência artificial para, por exemplo, reconhecer uma cena e ajustar as configurações da câmera para capturar a imagem perfeita. Com essas ferramentas de AI, estes aparelhos são desenhados para captar dados a partir de sensores, assimilá-los e, então, armazená-los e computá-los.

Para conseguir cumprir funções como reconhecimento facial, predição de atividade e ainda criptografar todos os dados para dar mais segurança ao usuário, os smartphones precisam balancear a necessidade de armazenamento e capacidade computacional, com preço e duração da bateria. Isso faz com que precisem de um sistema de memória e armazenamento inovador.

A crescente relevância da memória e do armazenamento de alta velocidade para tarefas, como essas, hoje essenciais, está dando aos pesquisadores e equipes de engenharia novas oportunidades de transformar a maneira como o mundo usa informações para enriquecer a vida.

Os debates nos levam a centenas de novas soluções que já estão disponíveis e tantas outras sendo criadas, e que ilustram o impacto penetrante e dramático que a inteligência artificial terá no mercado de memórias e armazenamento, ainda muitas vezes visto como coadjuvante na transformação digital, mas, certamente, de extrema relevância para que empresas e pessoas possam usar cada vez mais a AI em seu cotidiano.

*Ricardo Vidal é Diretor da Micron para a América Latina