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No-Code, 5G, AI, dados e segurança: 5 aspectos de TI para ficar de olho

Executivos da Rimini Street destacam cinco tendências do mercado para este ano

Da Redação

30/01/2019 às 12h31

Foto: Shutterstock

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) deve manter o crescimento dos investimentos neste ano. Segundo previsões do Gartner, os gastos devem chegar a US$ 3,8 trilhões, impulsionados por ferramentas que viabilizam a chamada transformação digital.

Mas quais tendências podemos esperar para este ano? Especialistas da Rimini Street respondem

Integração de dados é a nova onda

Eric Helmer, VP de serviços estratégicos, aponta que, cada vez mais, as empresas estão migrando para um modelo de TI híbrido com o objetivo de aproveitar a grande variedade de aplicativos de ponta disponíveis hoje no mercado, em vez de se manterem vinculados a um único fabricante de software corporativo.

Para ele, são muitos os benefícios dessa abordagem, e não menos importante é a capacidade de ampliar novos sistemas de engajamento com mais rapidez.

"Essa realidade, no entanto, também traz grandes desafios. Gerenciar e tentar “orquestrar” essas centenas de aplicativos é algo no mínimo complexo, e essa adoção na nuvem cria ainda mais dados isolados. Para muitas empresas, o maior desafio é como entender todos esses dados para que façam sentido. Como as empresas transferem os dados para dentro e para fora de diferentes aplicativos e formatos que normalmente não “conversam” uns com os outros? A integração de dados será a necessidade número um em 2019. As empresas que tornarem isso o mais simples e indolor possível, fazendo com que todos os sistemas diferentes apareçam como um sistema coeso, serão os grandes líderes deste ano", destacou.

Inteligência artificial impulsionando iniciativas corporativas

Andrew O’Driscoll, VP de serviços de Salesforce na Rimini Street, à medida que a inteligência artificial (AI) se torna cada vez mais predominante no dia a dia dos consumidores, essa experiência também gera expectativas sobre o que pode ser realizado no ambiente corporativo.

"Assim como o uso de smartphones pessoais forçou as organizações a adotarem essa tecnologia em seus negócios, a demanda por interações de software corporativo mais humanizadas está impulsionando a revolução da AI ​​nas empresas. Embora ainda em estágio inicial de adoção, revolucionou a forma como os consumidores interagem com a tecnologia."

O executivo aponta que interfaces mais amigáveis, que começaram com a Pesquisa do Google e o Facebook, agora se transformaram em serviços corporativos. "A Alexa da Amazon e a Cortana da Microsoft estão começando a entrar no mercado de trabalho. No futuro, a linguagem humana, com a ajuda da inteligência artificial, vai se tornar a interface para o software corporativo rumo à verdadeira interatividade, como a que encontramos hoje em softwares para o usuário final. Espera-se que, à medida que a funcionalidade da AI acelere no campo do consumidor, isso também aconteça rapidamente no mundo dos negócios", completou.

Foco crescente na proteção do core

Para Tom Fleming, VP de serviços de segurança, embora a segurança no cenário de TI como um todo seja sempre uma preocupação primordial para o CIO, a plataforma de ERP não atraiu a mesma atenção - e, em alguns casos, é até esquecida. "De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, no entanto, as empresas enfrentam um risco crescente de ataques direcionados especificamente aos sistemas ERP. As plataformas de ERP são um alvo de hackers atraente, pois executam processos críticos e abrigam informações corporativas confidenciais."

Ele alerta que, a partir da experiência com esses sistemas, os invasores estão menos interessados ​​em roubar dados para fins monetários, em vez disso, procuram explorar vulnerabilidades para roubar IP ou alterá-lo, a fim de adulterar resultados financeiros das empresas ou até mesmo do mercado.

"Em 2018, observamos um aumento no interesse por sistemas ERP em grandes violações. Em 2019, esperamos ver um número cada vez maior de empresas investindo tempo e recursos significativos na proteção do core, contando com os fabricantes de software para fornecer patches de segurança (que muitas vezes não são entregues rápido o suficiente para resolver problemas típicos de segurança). Uma das estratégias em ascensão é o virtual patching. Mais, especificamente o machine learning virtual patching . Essas tecnologias são construídas para reconhecer códigos vulneráveis ​​e anomalias de software em torno do parâmetro do sistema e impedir que um ataque ocorra. O Analytics pode desempenhar um papel importante na criação de um sistema de aviso antecipado para garantir a integridade dos dados corporativos", disse.

No-Code Software e a ascensão do desenvolvedor "cidadão"

Dean Alms, VP de estratégia global de produtos, destaca que o conceito de No-code software é uma nova geração de software que permite que não desenvolvedores criem aplicativos, dashboards etc, sem depender de uma comunidade de desenvolvedores.

I&O

Para Alms, à medida que as empresas se esforçam para se tornar mais ágeis e inovadoras, a abordagem sem código é uma proposta atraente e que acreditamos estar em ascensão.

"Em essência, o não-código elimina a barreira entre idéias e soluções, colocando o poder da inovação diretamente nas mãos dos funcionários. Chamados de desenvolvedores "cidadãos", a força de trabalho de grupos funcionais como marketing, finanças, vendas e qualquer outra pessoa que queira reunir ativos para suas necessidades específicas pode se adaptar rapidamente às necessidades do mercado em tempo real sem precisar participar da fila de projetos de backlog em TI. À medida que ferramentas de empresas como Betty Blocks, Outsystems, Kony e Quickbase amadurecem, prevemos que os desenvolvedores cidadãos estarão em ascensão em 2019, com o no-code software ajudando a atender às crescentes demandas por negócios digitais, permitindo que eles desenvolvam rapidamente novas soluções para transformar os processos de negócios e atender às necessidades dos clientes", destacou.

5G criará uma enxurrada de conteúdo mais rico na ponta

Eric Robinson, VP de serviços SAP na Rimini Street, lembra que o 5G está se movendo rapidamente, com as redes móveis já planejando o lançamento deste serviço em diferentes momentos nos EUA - alguns já em janeiro.

Robinson destaca que o que torna essa frequência tão atraente são três novos aspectos que ela apresenta - maior velocidade para mover mais dados, menor latência e a capacidade de conectar vários dispositivos ao mesmo tempo. Uma das principais tecnologias da arquitetura 5G é o Mobile Edge Computing (MEC), que certamente fornecerá uma série de novos aplicativos para consumidores e usuários corporativos.

"O MEC integra os recursos de computação, armazenamento e rede em estações de base, permitindo que aplicativos computacionais pesados ​​e sensíveis à latência sejam hospedados na ponta da rede, mais próximos do usuário. As experiências digitais no celular melhorarão muito, acelerando novos aplicativos para realidade virtual e aumentada. Interfaces homem-máquina ativadas por toque ou voz impulsionarão aplicativos de negócios que permitirão que os representantes de vendas em campo e outros funcionários móveis se tornem mais capacitados. Com mais aplicativos ricos em recursos, os funcionários móveis estarão mais bem equipados para atender seus clientes, cuidando das transações comerciais em campo, em vez de depender do back office", disse.

Ainda, o executivo destaca que uma rede celular mais robusta significa que os usuários podem realmente contar com a transferência de imagens de alta resolução.

"Por exemplo, isso pode ser útil para processar ocorrências em contratos de seguro e aberturas de sinistro em campo, em vez de precisar armazenar imagens em seus dispositivos móveis e aguardar até que uma conexão Wi-Fi ou por cabo possa ser estabelecida. Eu tenho um amigo que está experimentando isso agora ao reportar à seguradora ocorrências relativas aos danos causados pelo furacão Florence na Carolina do Norte. Ele é obrigado a enviar fotos de alta resolução para aprovações, a fim de processar sinistros de grande porte. Em muitas áreas, ele não tem a largura de banda para suportar esse processo. Com mais largura de banda, ele poderia realizar todo o processo, enviando fotos dos danos, recebendo as aprovações necessárias e, em seguida, entregando ao cliente seu cheque de sinistros de seguro ali mesmo no local. Com uma rede 5G em todo o país isso se torna possível", completou.