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5 perguntas para o CEO: Celso Oliveira, da MicroStrategy

Executivo assumiu comando da empresa há 50 dias e conta o que já conseguiu mapear

Guilherme Borini

25/01/2019 às 9h05

Celso Oliveira - MicroStrategy
Foto: Divulgação

Com 26 anos de experiência no mercado de tecnologia e passagens por empresas como Microsoft, Oracle, SAP e Quest Software, Celso Oliveira assumiu recentemente um novo desafio na sua carreira. O executivo foi nomeado em dezembro do ano passado como country manager da MicroStrategy, fornecedora de software de business intelligence (BI) e Analytics, no Brasil.

Pouco mais de um mês depois de assumir o comando da companhia, Oliveira afirma que encontra na MicroStrategy uma excelente equipe, além de um produto de excelente qualidade.

O desafio, para o executivo, engenheiro mecânico formado pela USP com pós-graduação em administração de negócios pela FGV, é manter o ritmo de crescimento da companhia conquistado nos últimos anos no País, além de reforçar a atuação com canais e disseminar o conceito de hyper intelligence, abordado pela nova versão da plataforma da MicroStrategy, lançada recentemente.

Respaldando os desafios, Oliveira destaca o investimento da companhia no País. Nos próximos meses, a MicroStrategy estará de casa nova em São Paulo, com um. "Não é uma aposta, é uma certeza da empresa no Brasil, com o momento econômico e político", afirmou Oliveira.

O executivo participou da seção 5 Perguntas para o CEO, em que aborda seus desafios à frente do novo cargo, bem como

Computerworld Brasil - Você tem um longo currículo em empresas de tecnologia. O que encontra na MicroStrategy?

Celso Oliveira - A MicroStrategy é uma empresa que tem muito foco no que faz, é líder no seu mercado, é inovadora, tem um grupo de profissionais fantásticos. É uma empresa que tem valores muito claros e sólidos e um produto fantástico. E também a abordagem da companhia, os investimentos que vêm sendo feitos e os planos que continuarão sendo feitos são diferenciais importantes.

 

CW Brasil - São apenas 50 dias à frente da companhia. O que já dá para avaliar?

Oliveira - A empresa vem em uma rota de crescimento e tem uma presença sólida no Brasil - são 60 funcionários no Brasil, com todas as áreas: vendas, pré-vendas, marketing, suporte, serviços etc -, e profissionais super capacitados. A companhia tem uma característica interessante que é a longevidade das pessoas nos cargos. As pessoas estão na empresa há bastante tempo, então têm muito conhecimento da indústria, dos produtos e dos negócios dos clientes. E mais do que conhecer produtos, o fundamental em uma empresa que atua como a MicroStrategy é conhecer o negócio do cliente, porque, claro, a TI é importante no processo, mas no final das contas quem usa nosso produto são as áreas de negócios. Se não conhecermos de negócios, não conseguimos ajudar os clientes. É isso que tenho visto, aliás, só estou confirmando aquilo que discuti durante meu processo de seleção: uma empresa que investe em tecnologia, em inovação e pessoas. É o que encontrei.

 

CW Brasil - O que esperar do mercado Analytics neste ano e nos próximos?

Oliveira - É um mercado que ainda precisa amadurecer, principalmente no Brasil. A perspectiva é só de crescimento, à medida que vamos ajudando os clientes no processo de transformação digital e vamos aculturando os clientes em Analytics. No final das contas, o volume de dados que é criado todo dia é brutal. Se as pessoas não começarem a tratar os dados da maneira devida, elas serão atropeladas pelos dados e pelos concorrentes que estão fazendo a análise de maneira eficiente. O que imaginamos para o Brasil é continuar esse processo de aculturar as empresas em relação ao tratamento e análise de dados. Isso trará benefícios para todos - para o cliente e, por consequência, para nós que continuaremos aumentando nossas vendas.

 

CW Brasil - Qual o nível de maturidade em Analytics nas áreas de negócios e segmentos da indústria?

Oliveira - Dentro das empresas, o uso natural da parte de Analytics são as áreas de vendas, de customer care. Essas são as primeiras áreas a precisarem evoluir a maneira como tratam os dados. A outra área natural é a de finanças, para olhar os indicadores da companhia e direcionar as ações a partir dos dados. Mas outras áreas também podem e devem se beneficiar de Analytics: a área de marketing, para fazer análise de quais iniciativas efetivamente geram retorno para determinado mercado e linha de produto, ou RH, para ter insights de gestão de funcionários a partir do desempenho, região onde atua, expertise em determinadas disciplinas etc. Não tem uma área que deveria consumir mais ou menos - todas as áreas têm aplicações. O caminho natural é que áreas de vendas, customer care e finanças sejam as primeiras a adotar.

Do ponto de vista de segmentos de indústria, qualquer uma pode e deve ter uma política de dados relevante. Mas também, assim como nas empresas, tem algumas indústrias que são os primeiros consumidores naturais. Mercado financeiro e varejo acabam sendo mais inovadores nesse sentido, mas temos clientes em várias outras áreas. Telecomunicações, por exemplo, que, como mercado financeiro, o volume de dados é muito alto. Temos clientes não só em serviços financeiros, varejo e telcos, mas também em diversas outras indústrias - saúde, manufatura etc. Tem empresas mais adiantas, mas todas podem e deveriam em pensar em como usar melhor seus dados para direcionar melhor os negócios.

 

CW Brasil - Qual seu principal desafio à frente da MicroStrategy?

Oliveira - A missão é continuar a rota de crescimento que a empresa vem tendo, manter a posição consolidada de liderança e de empresa relevante no mercado de Analytics, reforçar nossa política de canais. Uma das nossas iniciativas é dar mais robustez ao programa de canais e nosso ecossistema - não é que vamos para um modelo só de canais, a MicroStrategy vai continuar tendo equipe de vendas, serviços etc, mas vai se integrar de maneira melhor ao ecossistema de canais, que já temos e pretendemos ampliar.

Outro desafio é levar o conceito de hyper intelligence e Analytics integrado (da versão 2019 da plataforma MicroStrategy), que é uma novidade para o mercado. Teremos um trabalho nesses primeiros meses de apresentar para a maior quantidade de clientes e prospects possíveis o que é hyper intelligence e como ele transforma o negócio desse cliente. Aliás, já estamos fazendo. Temos iniciativas de fazer workshop de como migrar para a nova plataforma. O objetivo não é falar da funcionalidade, mas do impacto de negócio para o cliente com os novos recursos.