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E-commerce: fraudes devem diminuir, mas ainda serão dor de cabeça em 2019

Expectativa é de que a taxa de ataques contra lojas virtuais sofra uma queda considerável

Da Redação

23/01/2019 às 8h01

fraude
Foto: Shutterstock

O Brasil é um dos líderes globais quando o assunto é fraudes no e-commerce. No entanto, a dor de cabeça pode diminuir em 2019. É o que prevê a Konduto, empresa especialista em soluções antifraude e que evitou mais de R$ 3 bilhões em golpes ao longo de 2018. A expectativa da empresa é de que a taxa de ataques contra lojas virtuais sofra uma queda considerável nos próximos meses.

A companhia esclarece que esta diminuição, porém, não representa necessariamente uma redução quantitativa das tentativas de fraudes. Trata-se, na verdade, de um amadurecimento do mercado de e-commerce no Brasil, o que acabará forçando uma “diluição” na atividade criminosa. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor deve crescer 16% em 2019 em comparação com o ano anterior e atingir um volume de vendas de R$ 79,9 bilhões em 2019.

A Konduto listou as sete previsões sobre fraude no e-commerce em 2019. Confira:

1. As fraudes sofrerão uma diminuição no que diz respeito à taxa de fraudes e de tentativas, mas esta não será necessariamente uma diminuição quantitativa. Haverá uma “diluição” deste índice diante do crescimento do setor de e-commerce e pagamentos on-line.

2. Em um mercado altamente evoluído, a solução mais eficaz no combate à fraude atualmente não é uma tecnologia disruptiva. O mercado tem muito a ganhar com a união de esforços e o compartilhamento de conhecimento de todas as empresas envolvidas no comércio eletrônico: grandes e-commerces, meios de pagamento, emissores de cartão, bancos e antifraudes.

3. O NFC (near field communication, o pagamento por aproximação de cartão) é um ponto de atenção no combate à fraude e aos roubos de dados: pouco se fala sobre este problema, que vem crescendo de maneira considerável em países europeus.

4. Diante de tantos vazamentos de informações, inclusive tendo como origem empresas gigantescas do mundo inteiro, a validação de dados cadastrais terá ainda menos relevância na análise de risco e na prevenção à fraude.

5. Diante da ineficiência estrutural em nosso País para investigar e punir crimes cibernéticos, especialmente golpes com cartões de crédito clonados, fraudadores seguirão criando formas bastante engenhosas de realizar ataques contra e-commerces e contra o consumidor final.

6. Os segmentos que estão mais vulneráveis a fraudes são os de produtos e serviços de maior liquidez, como eletroeletrônicos, e-wallets, passagens aéreas e rodoviárias e autopeças.

7. Quando pensamos no consumidor final, os maiores problemas são o pagamento de boletos falsos – especialmente no caso de “vendedores falsos” que se aproveitam de marketplaces e tentam induzir o comprador a finalizar a transação fora do ambiente seguro – e ataques de phishing para roubo de dados.