Home  >  Plataformas

Com DNA Spaces, Cisco mira serviço de geolocalização para empresas

Ferramenta inclui o Connected Mobile Experience (CMX) da Cisco e a tecnologia de geolocalização empresarial adquirida da July Systems

Michael Cooney | NetworkWorld (EUA)

16/01/2019 às 8h02

Foto: Shutterstock

A Cisco está lançando um pacote de localização geográfica baseado na nuvem para ajudar clientes a ampliar serviços de localização móvel e integrar os dados desses recursos em aplicativos corporativos de análise e negócios.

O pacote, chamado DNA Spaces, é composto pela suíte wireless Connected Mobile Experience (CMX) da Cisco e pela tecnologia de geolocalização corporativa adquirida da July Systems. O Cisco CMX é um mecanismo de software que usa a localização e outras informações obtidas da infraestrutura sem fio da Cisco para gerar dados de análise e ajudar a fornecer serviços aos clientes em seus dispositivos móveis.

A empresa adquiriu no no passado a July, empresa que fornece análises detalhadas e precisas sobre quem e o que estão em seus locais físicos, além da capacidade de agir com base nessas informações em tempo real.

A July Systems, fundada em 2001, tem como sua principal plataforma de localização de nível corporativo a Proximity MX, que inclui ativação instantânea do cliente, insights comportamentais orientados por dados, um mecanismo de regras contextuais e APIs.

A plataforma funciona com várias tecnologias de localização, como Wi-Fi, Bluetooth Beacons ou GPS, para detectar o dispositivo do usuário com ou sem um aplicativo instalado.

Com o DNA Spaces, os clientes poderão ver como espaços como lojas de departamentos, salas de espera, lanchonetes estão sendo usados, e também de onde as pessoas vêm para chegar a essas salas, quanto tempo permanecem nelas, que recursos de dados usar e para onde vão depois de sair, disse Greg Dorai, vice-presidente de gerenciamento de produtos da Cisco Enterprise Wireless Solutions.

"Aplicando análises a esses dados e padrões, um hospital pode ganhar algumas melhorias, como localizar equipamentos médicos e outros ativos ou acionar alertas se o equipamento se deslocar para um local para o qual não está designado. A ideia geral é oferecer aos clientes um sistema em escala que eles possam usar para identificar e reconhecer padrões de dados, vincular informações e análises de localização e usá-las em sistemas corporativos como o CRM”, explicou Dorai.

A plataforma também pode ajudar os gerentes de rede com a identificação de áreas onde o serviço sem fio é fraco e direcioná-los para implantações aprimoradas de ponto de acesso. Em termos de segurança, os clientes podem analisar os resultados analíticos e, potencialmente, identificar padrões incomuns de movimento entre dispositivos sem fio.

O DNA Spaces inclui também um portal cativo para envolver os visitantes e abrir o acesso à API que permitirá que terceiros o usem para criar novos aplicativos de negócios, além de informações operacionais mais profundas, como integração de dados de sensores ambientais e detecção de anomalias em dispositivos IoT.

A oportunidade que a Cisco vê é em grande parte construída sobre o fato de que a empresa diz ter 25 milhões de pontos de acesso sem fio (incluindo seus dispositivos de acesso Meraki e Aironet) no campo que pode ser conectado ao Cisco DNA Spaces.

Além disso, um DNA Space sem integração com July está disponível desde o ano passado e já está em mais de 21 mil locais.

Todos os clientes sem fio da Cisco podem iniciar uma avaliação gratuita de 90 dias do DNA Space agora.

O crescimento monstruoso nas comunicações móveis é outra área que a Cisco está procurando explorar com a plataforma. Por exemplo, em seu mais recente Índice de Rede Visual (VNI), a Cisco disse que, globalmente, haverá cerca de 549 milhões de hotspots Wi-Fi públicos até 2022, acima dos 124 milhões de hotspots em 2017, um aumento de quatro vezes.

“Hotéis, cafés e restaurantes terão o maior número de hotspots até 2022 globalmente, e o crescimento mais rápido é nas unidades de saúde (hospitais), onde os hotspots triplicarão ao longo do período de previsão. O principal objetivo do Wi-Fi nos hospitais é melhorar a prestação de serviços de saúde e a produtividade da equipe, com um benefício secundário sendo o acesso à Internet para pacientes, suas famílias e seus convidados”, declarou a Cisco.

Tags