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2019: ano para repensar segurança, focar no usuário e apostar em inovação

Especialista aponta oito tendências para o ano que acaba de começar

Juan Pablo Jiménez*

09/01/2019 às 15h09

Foto: Shutterstock

O que o futuro reserva é algo que os humanos queriam saber desde a antiguidade. Nós criamos diferentes maneiras de tentar vislumbrar o que está por vir: oráculos, profecias, bolas de cristal, quiromancia, adivinhação e muito mais. Mas no campo tecnológico e empresarial, se soubermos observar a realidade e fazer uma boa leitura do que conhecemos hoje, podemos encontrar indícios do que vem depois.

Ao longo do ano de 2018 tive a oportunidade de visitar a América Latina reunindo CIOs e CEOs de diferentes empresas e pude ver quais desafios seus negócios têm, como vão resolvê-los e o que falta na região em termos de inovação. Com base nisso, quero compartilhar com você o que acredito ser os nove pontos-chave para 2019:

1. Espaços de trabalho inteligentes: o trabalho está cada vez mais dinâmico

O desafio que as empresas terão que resolver está relacionado a ser capaz de lidar com uma lista crescente de aplicativos SaaS, web e móveis que são executados em diferentes nuvens. Nesse sentido, a criação de espaços de trabalho inteligentes e fluidos será fundamental para dar força de trabalho às ferramentas necessárias e, ao mesmo tempo, o departamento de TI não perde o controle e a visibilidade da infraestrutura.

2. Estratégia de nuvem híbrida: na América Latina, vemos que as empresas têm uma estratégia de nuvem híbrida clara

Elas não estão migrando 100% para a nuvem ou escolhendo uma única nuvem. Por isso, é indispensável encontrar uma maneira de gerenciar várias nuvens de maneira centralizada, juntamente com a crescente proliferação de dispositivos, redes, aplicativos e infraestrutura legada.

3. Usuários e seu contexto, a chave para a segurança

Embora os hackers sempre pareçam estar um passo à frente das empresas, o elo mais fraco na cadeia de segurança de dados é o usuário. Para implementar defesas mais eficazes é necessário que as companhias avancem na mudança de abordagem. A segurança contextual permite saber como os usuários usam a tecnologia e os aplicativos para criar perfis de risco e tomar decisões em tempo real.

4. De Chief Information Officer a Chief Innovation Officer

O papel do CIO vem evoluindo há vários anos e em 2019 as empresas precisam que o CIO pare de se preocupar com tarefas táticas para se tornar um verdadeiro mobilizador da inovação. A TI e os negócios precisam estar juntas, não podem ser consideradas áreas separadas.

5. O desafio dos profissionais autônomos e terceirizados

Muitas empresas ainda não oferecem aos seus funcionários uma experiência de trabalho fluida, segura e completa. Elas também enfrentam o desafio de gerenciar e garantir a segurança de dados dentro e fora dos escritórios, principalmente nas cooperações com freelancers e profissionais terceirizados. Mas este é um movimento que vai acontecer em 2019, pois é fundamental não só em termos de segurança como também experiência de trabalho.

6. A computação centrada nos usuários protagoniza a agenda de TI

A disputa entre o que os usuários querem e o que o departamento de TI prefere deve chegar ao fim. A computação centrada no usuário é a solução para que o departamento de TI consiga garantir que o usuário tenha a melhor experiência de trabalho possível, aumentando sua produtividade e mantendo um papel proativo em termos de segurança, enquanto mantém a visibilidade de tudo o que acontece .

7. Inteligência artificial cada vez mais real e menos ficção científica

Acredito que, pouco a pouco e com a ajuda de machine learning, veremos um impacto da AI ​​nos negócios mais real, focado em melhorar o trabalho humano e automatizar tarefas repetitivas para concentrar o foco apenas no que é verdadeiramente estratégico.

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8. Ano do DDoS

O machine learning é uma tecnologia que permitirá que hackers (aqueles com recursos) sejam ainda mais letais para saber quais ataques são mais eficazes e fazer alterações em segundos. Neste contexto, os dispositivos, a rede e a nuvem serão mais vulneráveis. Criar um perímetro de segurança não será opcional, deve ser uma estratégia de sobrevivência para todas as empresas.

9. Automação de processos robóticos (RPA)

O RPA é um tipo de automação onde robôs de software interagem com aplicativos da empresa para simplificar processos e operações. Isso está começando a integrar os espaços de trabalho da região, mas vamos ver um crescimento muito forte como uma maneira de avançar em direção à eficiência e à produtividade. A virtualização desses robôs e sua execução no datacenter será fundamental para agregar segurança e aproveitar ao máximo seus benefícios.

O ano de 2019 marca o início de uma nova etapa na transformação digital. E como diria Steve Jobs, "a inovação é o que distingue um líder do resto".

* Juan Pablo Jiménez é vice-presidente da Citrix para a América Latina e Caribe