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Entidade quer agilizar políticas que permitam uso de I.A em healthcare

A Alliance for Artificial Intelligence in Healthcare (AAIH) reúne empresas de biotecnologia, serviços de saúde e fármaco e será lançada no dia 7/01

Silvia Bassi

04/01/2019 às 11h54

Foto: Shutterstock

O ambiente altamente competitivo da indústria farmacêutica, aliado às complexidades cada vez maiores para chegar a novas drogas, coloca em risco as empresas farmacêuticas. Segundo estudos do Tufts Center for the Study of Drug Development, um think tank ligado à escola de Medicina da Universidade Tufts (Boston, EUA), as taxas de insucesso dos estudos clínicos para novas drogas aprovados pelo programa IND (Investigational New Drug)  do FDA (Food and Drug Administration - EUA) nos EUA beiram os 90%. E custo médio para trazer um novo medicamento ao mercado é superior a US $ 2,5 bilhões.

Some a isso o crescimento constante dos custos dos cuidados de saúde nos países, como resultado do rápido envelhecimento das populações e de múltiplas ineficiências nos sistemas de saúde, e você tem o ambiente perfeito para o nascimento da Alliance for Artificial Intelligence in Healthcare (AAIH). A entidade fará seu kick-off oficial no próximo dia 7/01, em San Francisco, durante a conferência Biotech Showcase.

A AAIH, que começou a ser montada no segundo semestre de 2018, defende que o futuro do HealthCare será movido pela Inteligência Artificial e suas diferentes plataformas e tecnologias, e quer atuar globalmente para educar e defender políticas e regulamentações que promovam a rápida integração e utilização de IA em HealthCare.

A entidade reúne empresas de biotecnologia, grupos ligados a serviços de saúde, empresas farmacêuticas e startups, em áreas de infraestrutura e aplicações de IA em saúde, descoberta biomédica, pesquisa clínica, diagnóstico e dispositivos e medicina de precisão.

Caminho sem volta

Segundo a AAIH, um sinal de que esse é um caminho sem volta, é o fato de que desde 2014 surgiram mais de 100 startups que utilizam IA para desenvolver produtos biomédicos, e praticamente todas as grandes empresas do setor iniciaram programas de desenvolvimento em IA para se manterem à frente da ruptura do segmento.

"Estamos à beira de grandes avanços na aplicação de aprendizado de máquina, ciência computacional e inteligência artificial, que têm o potencial de melhorar drasticamente a qualidade e acessibilidade dos cuidados de saúde globalmente", diz Brandon Allgood CTO e fundador da Numerate Inc.

Embora o potencial esteja claro, o problema do setor é a falta de regulação global, padronização, conhecimento dos governos sobre o tema, e criação de políticas que acelerem e simplifiquem sua adoção. Há, também, a preocupação em eliminar os efeitos do chamado hype em torno do assunto, que gera expectativas muito altas ou irreais sobre o uso da IA. Outros pontos abordados são a garantia da acessibilidade dos resultados do uso da IA em HealthCare para todas as demografias, e a regulação de como os estudos clínicos e resultados poderão ser utilizados no mercado.