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5 perguntas para o CEO: Cassio Pantaleoni, do SAS

Mais do que os desafios naturais da posição, executivo tem a missão de manter o bom momento da companhia no Brasil. Confira a entrevista

Guilherme Borini

19/06/2018 às 12h29

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Desde 2008 no SAS, Cassio Pantaleoni assumiu há dez meses a posição máxima da empresa no País. Mais do que os desafios naturais da posição, o executivo tem a missão de manter o bom momento da companhia.

A subsidiária brasileira registrou em 2017 crescimento de 22% em novas vendas e de 8% em receita de software na comparação com o ano anterior. Segundo Pantaleoni, o resultado marca o segundo ano consecutivo de recorde no País.

Uma das suas virtudes é a formação na área de humanas - é mestre em filosofia pela PUC-RS. "Nunca antes na história da tecnologia as ciências humanas ocuparam tanto espaço", aponta.

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Com mais de 30 anos de experiência no setor de tecnologia, o executivo ingressou na empresa como diretor comercial e teve uma breve passagem pela unidade do SAS Colômbia, como diretor de Operações. Antes, passou por empresas como SAP, Oracle, BEA Systems e TIBCO Software.

O executivo participa da seção 5 perguntas para o CEO, em que comenta assuntos como o papel do cientista de dados e o futuro da carreira em TI. Confira a entrevista:

Computerworld Brasil -  O quanto uma formação em humanas ajuda um profissional a lidar com a explosão de tecnologias e o mundo cada vez mais analítico?

Cassio Pantaleoni - Nunca antes na história da tecnologia as ciências humanas ocuparam tanto espaço. Os avanços da inteligência artificial reaproximaram o diálogo com as questões da cognição, da percepção e da linguística. Há ainda o efeito da tecnologia que sustenta os novos modelos de interação dados pela transformação digital, delineando novos padrões comportamentais e novos modelos de interpretação.

Há todo um campo semântico que orbita em torno da transformação digital e da inteligência artificial. Compreender essencialmente como se dá a adaptação do ser humano a essa realidade requer intimidade com as questões humanas. A filosofia, em particular, por seu critério metodológico, acontece como instrumento de questionamento de convicções que se distanciam das abordagens analíticas. No mundo de analytics é preciso estar aberto para correlações não intuitivas.

CW - Quem é o cientista de dados ideal? Na sua visão, que tipo de capacidade um profissional deve ter para ter sucesso nessa área?

Pantaleoni - O cientista de dados ideal deve conciliar conhecimentos sobre o negócio (objetivos, contexto e desafios) e sobre as possibilidades de exploração de grandes conjuntos de dados. Ele deve ser um indivíduo curioso e capaz de lidar com a diversidade tecnológica de modo a encontrar nos dados os melhores insights para os objetivos de negócio. Além disso, deve ter a habilidade de utilizar o ciclo analítico de maneira consistente e focado na governança.

CW - Como identificar e, principalmente, reter esse tipo de profissional?

Pantaleoni - Para identificar esses profissionais, você precisa encontrar atributos como curiosidade, criatividade e disciplina. Em geral, são profissionais com um bom background técnico e de negócios. Para retê-los, é necessário oferecer desafios continuamente e valorizá-los na medida certa.

CW - Como você vê o futuro da carreira do executivo de TI?

Pantaleoni - O futuro do executivo de TI está diretamente associado ao processo de tomada de decisão baseado em análise de dados. Ele deverá ser um indivíduo com formação de negócios e formação de tecnologia. Essa fusão é inevitável.

CW - Qual o principal desafio para manter o bom momento de crescimento do SAS Brasil?

Pantaleoni - A formação de cientistas de dados na medida da necessidade do mercado.