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5 dicas de SEO para sua PME ganhar visibilidade no Google

Quais são as estratégias que de fato são eficazes para que uma marca se destaque nas buscas?

Da Redação

21/12/2018 às 10h52

SEO
Foto: Shutterstock

O Google é amplamente reconhecido e líder com seu serviço de buscas na internet. Com tamanho poder no mundo digital, estar bem rankeado no Google é uma das principais armas para qualquer empresa.

Para aparecer entre os primeiros na lista das buscas, existe um conjunto de técnicas, ferramentas e estratégias chamadas de SEO (Search Engine Optimization). Mas quais são as estratégias que de fato são eficazes para que uma marca se destaque nas buscas?

Eduardo Borges, fundador da SEO Comprovado, destaca que a otimização do site é um poderoso aliado para os empreendedores que desejam intensificar o tráfego orgânico do site da marca e impulsionar as vendas, mas requer um processo completo. "É preciso trabalhar e desenvolver a interação do usuário com o site como um todo, ou seja a experiência do internauta no portal de navegação", apontou.

O especialista comenta que é muito importante que o site ofereça conteúdo de alta qualidade, contenha todas as informações necessárias para o usuário, tenha um layout agradável, funções organizadas e seja acessível.
"Tudo isso faz parte do processo de otimização. Um site bem estruturado faz toda a diferença para as vendas e acessos, e estar bem posicionado é fundamental para as PMEs, que ainda não são tão conhecidas."

Para os empreendedores que desejam investir e embarcar no SEO, Borges separou cinco dicas fundamentais que não podem faltar nesse processo. São elas:

Estude os concorrentes nas primeiras posições do Google

Borges destaca que uma forma fácil e gratuita de medir se o conteúdo que está sendo entregue é de qualidade é estudar o conteúdo dos sites de concorrentes que aparecem em primeiro lugar na busca.

“Acesse os 3 sites de concorrentes que são os melhores colocados e analise o que eles têm que seu site não tem. Será que é o preço, o descritivo do produto ou serviço? É preciso entender o que as pessoas estão buscando, e que o Google considera relevante, e o que seu site não está entregando”, indica.

O título e a descrição também são muito importantes. “Se você observar as palavras que estão sendo usadas nos títulos e descrições dos sites concorrentes que estão bem rankeados e incluir aquelas palavras-chave no seu site, você já pode melhorar muito sua posição no Google”, exemplifica.

Crie categorias bem segmentadas dentro do site

O Google é baseado em palavras-chave, mas é preciso procurar um “termo específico” para obter uma “resposta específica”. “O Google não rankeia um site, mas um conteúdo dentro de cada página. Por exemplo, se você digitar “perfumes importados masculinos”, ele irá direcionar para essa categoria específica. Se não estiver especificado na categoria que os perfumes são importados e para o público masculino, aquele site ficará fora da busca ou aparecerá nas últimas páginas”, diz.

“Por isso, é fundamental ter duas perguntas bem definidas: qual página você quer otimizar, e para quais palavras-chave você quer otimizar essa página? Algumas ferramentas podem ajudar na escolha dessas palavras, como a
RankBrain, que é um algoritmo que ajuda o Google a processar resultados de pesquisa e fornecer resultados de pesquisa mais relevantes para os usuários”, ensina o especialista.

É comum que, ao aprender essa técnica, algumas pessoas passem a repetir as palavras-chave ao longo do texto, mas isso não é recomendado. Para Borges, o ideal é usar sinônimos, técnica chamada de LSI - Latent Semantic Analysis.

Construa autoridade por meio de backlinks

Investir em categorias bem segmentadas, por si só, não garante ficar entre os sites que estão no topo da busca. Isso porque outro critério que o Google leva em consideração para subir as posições de um site é a sua autoridade - ou seja, as recomendações vindas de outros sites por meio da inclusão do link.

“Se, por exemplo, alguns blogs ou sites considerados relevantes colocarem links para um determinado portal, o Google passa a reconhecê-lo como uma autoridade no nicho, colocando-o, assim, no topo das buscas. Estimamos que 80% do peso para o posicionamento de um site está nos chamados ‘backlinks’”, comenta.

Para isso, é preciso investir em estratégias de link building, no entanto, é preciso ter alguns cuidados. "Coloque links em sites de qualidade, e certifique-se se de que aquele site não pratica troca de links nem faz spam. Também é importante checar se as métricas daquele domínio são boas, se há bastante compartilhamento nas redes sociais e se o contexto do site tem a ver com seu negócio.

Borges alerta que nunca se deve publicar um conteúdo idêntico em sites diferentes. “Isso é muito mal visto pelo Google, pois gera conteúdo duplicado, e as chances de seu site ser punido por fazer spam é muito maior”, diz.

Utilize as ferramentas gratuitas

Assim como contamos com ferramentas para métrica e análise de resultados do nosso próprio site (como Google Analytics, Ad Works), entre outros, também existem formas de analisar o que está acontecendo no Google e ter ideias para aprimorar a otimização. E o melhor: muitas delas são gratuitas.

Com essas ferramentas, é possível encontrar informações como: ideias de palavras-chave e mecanismos de pesquisas (baseadas no que tem sido mais buscado), avaliar como está o nível de competitividade da página com base na autoridade e no número de links que direcionam para ela, encontrar erros do seu portal e descobrir que tipo de conteúdo está sendo mais procurado na internet. Em seu canal no Youtube, Eduardo cita 10 ferramentas essenciais para SEO.

Invista em conteúdo de qualidade

Não importa se é um e-commerce, blog corporativo ou site oficial de uma marca. O conteúdo é fundamental para a experiência do usuário, e também para um bom posicionamento no Google. “Marketing de conteúdo faz toda a diferença no processo de otimização do site. Não há como realizar uma boa estratégia de SEO sem a produção de conteúdo e informação de qualidade dentro do site”, pontua.

“O Google tem seus próprios robôs responsáveis por “varrer” a internet e ler tudo o que está escrito em cada página, os chamados ‘spiders’. Com essa varredura e por meio dos algoritmos de busca, o Google cria uma interpretação própria da qualidade de cada conteúdo. Ele também identifica os sites mais comentados, ou seja, o site mais ´popular’ é o que fica em maior destaque. Por isso o conteúdo tem tanta importância”, explica.

Descubra que tipo de conteúdo o Google considera “bom”

Nem sempre o que nós consideramos de qualidade é visto da mesma forma pelos robôs do Google. Mas não se preocupe, existem técnicas simples para identificar o que está sendo bem avaliado pelo Google. Borges explica que, para descobrir, basta procurar dentro do próprio Google.

“Vá ao campo de buscas e digite a palavra-chave que você tem interesse e que está relacionada ao conteúdo do seu portal. Acesse os cinco primeiros resultados e busque identificar o que eles apresentam em comum, e quais as similaridades. Esse é conteúdo que você precisa inserir no que estiver produzindo. Quanto melhor for, mais rápido chegará ao topo”, explica.

Segundo Borges, existem algumas ferramentas úteis para medir a dificuldade de rankear determinadas palavras-chave ou identificar as melhores opções, e uma delas é a Ahrefs.

“Essas ferramentas ajudam a ter parâmetros mais concretos”, diz.

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