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Manufatura inteligente e indústria 4.0: infinitas possibilidades

Inovações podem ajudar as grandes empresas no esclarecimento sobre o que é e para onde vai a manufatura do futuro

Roberta Tozelli*

20/12/2018 às 17h11

Foto: Shutterstock

Muito se fala em Manufatura Inteligente nos dias atuais, com a chegada de tendências ditadas pela indústria 4.0, como automação nas linhas de produção, aumento de número de robôs e sensores para coleta de dados, redução de custos operacionais, IoT, uso de drones em plantações, colheitas e construções. Inovações como essas podem ajudar as grandes empresas no esclarecimento sobre o que é e para onde vai a manufatura do futuro.

Partindo do princípio de repensar a qualidade do produto final com aumento de produtividade usando a indústria 4.0, percebemos que infinitas possibilidades são bem-vindas nessa jornada. Há uma quebra de paradigmas quando uma empresa implementa em sua linha de produção alguma tendência prevista pela Manufatura Inteligente. O objetivo disso é criar um espaço onde robôs e seres humanos possam trabalhar em conjunto e também ambientes em que máquinas autônomas, integradas e interconectadas, provêm dados estratégicos para tomadas de decisão.

Um estudo da Dell Technologies sobre a visão dividida do futuro mostra que a relação homem-máquina vai impactar profissionais e empresas até 2030, quando 88% dos executivos brasileiros (e 82% pelo mundo) acreditam que seus colaboradores trabalharão integrados com as máquinas como uma equipe única nos próximos cinco anos. Mas quais seriam os benefícios na migração de uma linha de produção convencional para uma que utilize as tendências da Manufatura Inteligente?

Em primeiro lugar, há um ganho de competitividade. Atualmente, não pensar em algo que seja disruptivo ou “digital”, mesmo em ambientes de chão de fábrica, é um grande risco para a alavancagem de negócios. Podemos adicionar a isso, ainda, o aumento da produtividade, o alto padrão de qualidade nos produtos fabricados, a redução de custos tanto para matéria-prima quanto para a energia que se gasta numa fábrica convencional, a redução e a antecipação de defeitos no maquinário ou no produto final e o avanço no desenvolvimento de novos produtos.

Em linhas gerais, a Manufatura Inteligente já é essencial à sobrevivência das empresas para modernizar os negócios e capacitar profissionais a operá-las. A tecnologia não exclui profissionais que trabalham com tarefas operacionais. Pelo contrário, os avanços tecnológicos fazem com que esses colaboradores agora atuem em conjunto com as máquinas e robôs, otimizando ainda mais o trabalho e os resultados esperados. A principal diferença é que os profissionais poderão se dedicar a outras tarefas e a novas funções que surgirão justamente por conta dessa transformação.

*Roberta Tozelli é executiva e gerente de contas nos segmentos de MLEU (Manufacturing, Logistic, Energy & Utilities) da Cognizant